{"id":2140,"date":"2025-09-01T15:02:05","date_gmt":"2025-09-01T15:02:05","guid":{"rendered":"https:\/\/art100.in\/edu-silva\/"},"modified":"2025-12-02T12:33:04","modified_gmt":"2025-12-02T12:33:04","slug":"edu-silva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/edu-silva\/","title":{"rendered":"Edu Silva"},"content":{"rendered":"\n<p>Edu Silva (S\u00e3o Paulo, 1979) desenvolve sua produ\u00e7\u00e3o a partir de um olhar que \u00e9, ao mesmo tempo, \u00edntimo e fundamentado na materialidade. Seu trabalho emerge de experi\u00eancias pessoais \u2013 o lugar onde cresceu, os deslocamentos que moldaram sua percep\u00e7\u00e3o de mundo, a maneira como a arte entrou em sua vida \u2013 e logo se estende a quest\u00f5es mais amplas. O que parece uma decis\u00e3o formal \u00e9, na verdade, um processo de sobreposi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, em que os materiais n\u00e3o s\u00e3o apenas suporte, mas agentes que carregam uma hist\u00f3ria pr\u00f3pria. Entre cor, mat\u00e9ria e superf\u00edcie, suas composi\u00e7\u00f5es refletem contrastes sociais, hierarquias invis\u00edveis e os mecanismos de exclus\u00e3o e pertencimento que operam tanto na arte quanto na vida cotidiana. Na entrevista, o artista percorre fragmentos desse percurso, desde os primeiros contatos intuitivos com a pintura at\u00e9 a compreens\u00e3o mais profunda da sua pr\u00e1tica art\u00edstica. Confira:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1707\" height=\"2560\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Credito-foto_-Tatiana-Mito-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2108\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Credito-foto_-Tatiana-Mito-scaled.jpg 1707w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Credito-foto_-Tatiana-Mito-200x300.jpg 200w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Credito-foto_-Tatiana-Mito-683x1024.jpg 683w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Credito-foto_-Tatiana-Mito-768x1152.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Credito-foto_-Tatiana-Mito-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Credito-foto_-Tatiana-Mito-1365x2048.jpg 1365w\" sizes=\"(max-width: 1707px) 100vw, 1707px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Tatiana Mito<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Edu, agrade\u00e7o muito por aceitar fazer essa entrevista. Eu queria come\u00e7ar pedindo para voc\u00ea se apresentar, com qualquer informa\u00e7\u00e3o que voc\u00ea ache relevante, pensando num p\u00fablico que ainda n\u00e3o conhece seu trabalho.\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Eu sou o Edu Silva, tenho 45 anos, filho de pais nordestinos. Nasci em S\u00e3o Paulo, mas cresci em Embu das Artes, na Grande S\u00e3o Paulo. O bairro onde morei ficava bem na divisa entre Embu e a capital, um lugar que parecia meio esquecido pelas prefeituras. Era como se ficasse \u00e0 margem, sem pertencer totalmente a nenhum dos dois lados. Quando crian\u00e7a, achava divertido brincar com essa ideia de estar em dois lugares ao mesmo tempo, mas, anos depois, j\u00e1 dentro da arte, percebi como essa no\u00e7\u00e3o de fronteira acabou aparecendo no meu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu primeiro contato com a arte foi atrav\u00e9s das aulas de cer\u00e2mica e argila. Foi a\u00ed que descobri que tinha uma certa habilidade manual, mas, na \u00e9poca, com 12 anos, eu nem tinha maturidade para pensar em ser artista. Na minha fam\u00edlia, a gente n\u00e3o falava sobre profiss\u00e3o desse jeito. Mas eu sempre gostei de desenhar, inventar hist\u00f3rias e criar narrativas. Na inf\u00e2ncia, passava horas brincando com aquelas embalagens de sucrilhos e achocolatados que vinham com partes para recortar e montar. Tamb\u00e9m adorava brinquedos de encaixar. Nunca fui aquela crian\u00e7a extrovertida que brincava na rua \u2013 e, quando tentava, muitas vezes acabava voltando para casa chorando, porque os meninos mais experientes da rua n\u00e3o pegavam leve.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi s\u00f3 mais tarde, j\u00e1 imerso na arte, que comecei a olhar para tudo isso com mais aten\u00e7\u00e3o e perceber como essas refer\u00eancias da minha inf\u00e2ncia e a viv\u00eancia na fronteira entre dois territ\u00f3rios foram se refletindo na minha pintura.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"2443\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2117\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado.jpg 1920w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado-236x300.jpg 236w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado-805x1024.jpg 805w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado-768x977.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado-1207x1536.jpg 1207w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado-1610x2048.jpg 1610w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Inadequado I, 2024<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E como esse interesse nos materiais cresceu?<strong>\u00a0<\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Minha fam\u00edlia sempre foi muito simples, bem brasileira, aquela coisa de feij\u00e3o com arroz. Ent\u00e3o, eu n\u00e3o tive muito est\u00edmulo para explorar essa habilidade manual que eu descobri na inf\u00e2ncia. O que eu sempre ouvi foi que eu precisava trabalhar, ter meu dinheiro, ter um emprego, ou seja, contribuir para realizar o sonho de outra pessoa. E tudo bem, n\u00e3o vejo isso como um problema; no entanto, era o que tinha como refer\u00eancia. Na adolesc\u00eancia, ali entre os 15 e os 18 anos, eu comecei a me deslocar um pouco da cultura perif\u00e9rica. Tinha as baladinhas locais, mas eu nunca fui muito de frequent\u00e1-las. E, como cresci em Embu, os espa\u00e7os culturais de S\u00e3o Paulo \u2013 como a Pinacoteca (do Estado de S\u00e3o Paulo) e o MASP (Museu de Arte de S\u00e3o Paulo Assis Chateaubriand) \u2013 pareciam muito distantes, uma verdadeira viagem. Eu n\u00e3o tinha amigos que iam a esses lugares e, na escola, tamb\u00e9m n\u00e3o tinha excurs\u00f5es para l\u00e1, ent\u00e3o eu mal sabia da exist\u00eancia desses museus. Foi s\u00f3 mais tarde, quando comecei a estudar ingl\u00eas e espanhol, que conheci uma turma com uma viv\u00eancia cultural bem diferente da minha. E depois, na universidade, tive um professor de Hist\u00f3ria da Arte que era super-r\u00edgido para dar nota. No fim do primeiro semestre, ele disse que, se a gente fosse \u00e0 Pinacoteca e registrasse nossas impress\u00f5es, ganhar\u00edamos tr\u00eas pontos na m\u00e9dia. Fui, e foi ali que tudo mudou. Fiquei encantado! Acho que esse foi o pontap\u00e9 inicial. Depois, comecei a frequentar o MASP e outros museus da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora Embu das Artes tenha uma cena cultural forte, com pintores <em>na\u00effs<\/em> e ceramistas, aquilo nunca me despertou tanto interesse. Na \u00e9poca da faculdade, meu olhar foi totalmente voltado para essa cultura eurocentrada. Eu entendia que aquilo era &#8220;cultura&#8221;, enquanto o que eu via na periferia era s\u00f3 o meu dia a dia. S\u00f3 mais tarde fui perceber que era uma outra cultura, diferente, mas t\u00e3o rica quanto. Ainda assim, lembro do impacto que foi assistir a uma orquestra ou ir ao teatro pela primeira vez. Eu ficava em transe ouvindo uma orquestra na Sala S\u00e3o Paulo ou no Theatro Municipal. Aquilo me fascinava e me fez querer mais.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o conclu\u00ed essa primeira faculdade. L\u00e1 pelos 29 anos, comecei um relacionamento e tinha uma vontade muito grande de sair do pa\u00eds, conhecer outras culturas. Minha companheira era super alto-astral, adorava viajar. Eu trabalhava numa ag\u00eancia de publicidade e ainda tinha aquele desejo da adolesc\u00eancia de ter um carro, uma moto \u2013 na realidade onde cresci, isso representava status. Consegui juntar um certo dinheiro e comecei uma segunda faculdade, de Produ\u00e7\u00e3o Multim\u00eddia. Foi nessa \u00e9poca que minha companheira perguntou se eu tinha vontade de ir para a Europa. Para ela, viajar era algo normal, mas, para mim, era um sonho distante. Peguei minha grana e escolhi viajar. Ficamos um m\u00eas na Europa, passando por oito pa\u00edses e umas 18 cidades. Para mim, aquilo foi um mestrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da viagem, li bastante sobre arte e j\u00e1 sabia quais obras queria ver nos museus. Foi uma experi\u00eancia muito intensa e pessoal, sem ningu\u00e9m me guiando. L\u00e1, fui seduzido pelos grandes mestres \u2013 Henri Matisse (1869-1954), Pablo Picasso (1881-1973), Mark Rothko (1903-1970)&#8230; Eu devorava aqueles livrinhos da&nbsp;<em>Cole\u00e7\u00e3o Folha Grandes Pintores.<\/em> Em Roma, fiquei encantado com o tamanho das portas, com a arquitetura. Tudo parecia m\u00e1gico. E essa foi s\u00f3 a primeira de muitas viagens. Quando voltei, meu olhar mudou completamente. Comecei a perceber melhor a arquitetura de S\u00e3o Paulo, os acervos do MASP, da Pinacoteca, do MAC (Museu de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Paulo). Minha curiosidade s\u00f3 aumentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse per\u00edodo \u2013 segunda faculdade, ag\u00eancia, viagens \u2013, eu j\u00e1 flertava com um trabalho digital. Ia a muitas exposi\u00e7\u00f5es, tanto no Brasil quanto fora, e anotava tudo num caderninho, fazia pequenos esbo\u00e7os, quase como se estivesse &#8220;roubando&#8221; fragmentos dessas obras. Meu interesse visual era muito voltado para a arte moderna, especialmente o cubismo. Eu criava trabalhos no Photoshop e no Illustrator. Em um dos trabalhos da faculdade, precisava fazer uma releitura a partir de imagens. Fiz no Photoshop, imprimi num suporte bonito e entreguei. O professor olhou e disse:&nbsp;&#8220;voc\u00ea vai tirar 10, mas eu n\u00e3o vou te devolver isso aqui, vou colocar na minha casa.&#8221;&nbsp;Essas palavras foram um combust\u00edvel. At\u00e9 aquele momento, eu achava que precisava s\u00f3 trabalhar, ganhar dinheiro, pagar contas. Mas, ali, percebi que talvez houvesse outro caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo depois, veio a viagem para a Europa e l\u00e1 conheci uma artista chilena naturalizada belga. Mostrei meus cadernos de anota\u00e7\u00f5es e ela perguntou:&nbsp;&#8220;Por que voc\u00ea n\u00e3o pinta?&#8221;.&nbsp;Para mim, aquilo n\u00e3o fazia sentido \u2013 tinta era cara, e eu nunca tinha pensado nisso como algo acess\u00edvel. No dia seguinte, ela apareceu com uma sacola gigante, cheia de tintas acr\u00edlicas, e me disse:&nbsp;&#8220;Agora voc\u00ea n\u00e3o tem mais desculpa para n\u00e3o pintar.&#8221;&nbsp;Aquilo mexeu comigo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wonderpluginaudio\" id=\"wonderpluginaudio-45\" data-audioplayerid=\"45\" data-width=\"24\" data-height=\"600\" data-skin=\"button24\" data-progressinbar=\"false\" data-showinfo=\"false\" data-showimage=\"false\" data-autoplay=\"false\" data-random=\"false\" data-autoresize=\"false\" data-responsive=\"false\" data-showtracklist=\"false\" data-tracklistscroll=\"true\" data-showprogress=\"false\" data-showprevnext=\"false\" data-showloop=\"false\" data-stopotherplayers=\"true\" data-preloadaudio=\"true\" data-noncontinous=\"false\" data-showtracklistsearch=\"false\" data-saveposincookie=\"false\" data-wptracklist=\"false\" data-removeinlinecss=\"true\" data-enabletabindex=\"false\" data-showtime=\"false\" data-showvolume=\"false\" data-showvolumebar=\"false\" data-showliveplayedlist=\"false\" data-stoponpausebutton=\"false\" data-reloadstream=\"false\" data-playpausefontcircle=\"true\" data-prevnextfontcircle=\"true\" data-showtitleinbar=\"false\" data-showloading=\"false\" data-enablega=\"false\" data-titleinbarscroll=\"true\" data-donotinit=\"false\" data-addinitscript=\"false\" data-imagewidth=\"100\" data-imageheight=\"100\" data-loop=\"0\" data-tracklistitem=\"10\" data-titleinbarwidth=\"80\" data-gatrackingid=\"\" data-ga4account=\"\" data-playbackrate=\"1\" data-playpauseimage=\"playpause-24-24-2.png\" data-playpauseimagewidth=\"24\" data-playpauseimageheight=\"24\" data-cookiehours=\"240\" data-prevnextimage=\"prevnext-24-24-0.png\" data-prevnextimagewidth=\"24\" data-prevnextimageheight=\"24\" data-volumeimage=\"volume-24-24-2.png\" data-volumeimagewidth=\"24\" data-volumeimageheight=\"24\" data-liveupdateinterval=\"10000\" data-maxplayedlist=\"8\" data-playedlisttitle=\"Last Tracks Played\" data-loopimage=\"loop-24-24-2.png\" data-loopimagewidth=\"24\" data-loopimageheight=\"24\" data-playpausefontwidth=\"32\" data-playpausefontheight=\"32\" data-playpausefontsize=\"12\" data-playpausefontradius=\"0\" data-playpausefontcolor=\"#fff\" data-playpausefontbgcolor=\"#333\" data-playpausefonthovercolor=\"#fff\" data-playpausefonthoverbgcolor=\"#555\" data-prevnextfontwidth=\"32\" data-prevnextfontheight=\"32\" data-prevnextfontsize=\"12\" data-prevnextfontradius=\"0\" data-prevnextfontcolor=\"#fff\" data-prevnextfontbgcolor=\"#333\" data-prevnextfonthovercolor=\"#fff\" data-prevnextfonthoverbgcolor=\"#555\" data-infoformat=\"\" data-tracklistscroll=\"false\" data-jsfolder=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/plugins\/wonderplugin-audio\/engine\/\" style=\"display:block;position:relative;margin:0 auto;width:24px;height:auto;\"><ul class=\"amazingaudioplayer-audios\" style=\"display:none;\"><li data-artist=\"\" data-title=\"Edu-Silva_Audio-1\" data-album=\"\" data-info=\"&quot;Edu-Silva_Audio-1&quot;.\" data-image=\"https:\/\/art100.in\/wp-includes\/images\/media\/audio.svg\" data-duration=\"20\"><div class=\"amazingaudioplayer-source\" data-src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Edu-Silva_Audio-1.mp3\" data-type=\"audio\/mpeg\" ><\/div><\/li><\/ul><\/div><script>function wonderaudio_45_appendcss(csscode) {var head=document.head || document.getElementsByTagName(\"head\")[0];var style=document.createElement(\"style\");head.appendChild(style);style.type=\"text\/css\";if (style.styleSheet){style.styleSheet.cssText=csscode;} else {style.appendChild(document.createTextNode(csscode));}};wonderaudio_45_appendcss(\"#wonderpluginaudio-45 { \tbox-sizing: content-box; }  #wonderpluginaudio-45 div { \t-webkit-box-sizing: content-box; \t-moz-box-sizing: content-box; \tbox-sizing: content-box;    }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-image { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-image-clear { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-text { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-text-clear { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-title { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-title-clear { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-info { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-info-clear { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-bar { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-bar-buttons-clear { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-bar-clear { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-bar-title { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-playpause { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-play { \tposition: relative; }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-pause { \tposition: relative; }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-stop { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-prev { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-next { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-loop { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-progress { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-progress-loaded { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-progress-played { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-time { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-volume { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-volume-bar { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-volume-bar-adjust { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-volume-bar-adjust-active { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-tracklist { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-tracklist-container { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-tracks-wrapper { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-tracks { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-track-item { \tclear: both; \tlist-style-type: none; }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-track-item-active { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-track-item a { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-track-item-active a { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-track-item-duration { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-tracklist-arrow-prev { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-tracklist-arrow-next { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-tracklist-clear { }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-item-id { \tfloat: left; \tmargin: 0 8px 0 0; }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-item-info { \tfloat: right; }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-item-title { \toverflow: hidden; }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-track-item:before, #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-track-item:after { \tdisplay: none; }  #wonderpluginaudio-45 ul, #wonderpluginaudio-45 li { \tlist-style-type: none; }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-tracklistsearch { \tbox-sizing: border-box; \tpadding: 4px; }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-tracklistsearch-input { \tbox-sizing: border-box; \twidth: 100%; }\");wonderaudio_45_appendcss(\"#wonderpluginaudio-45 .wonderaudio-button {   display: inline-block;   width: 20px;   height: 20px;   line-height: 20px;   font-size: 12px;   border-radius: 50%;   color: #fff;   vertical-align: middle;   text-align: center;   margin: 0 4px 0 0;   padding: 0;   cursor: pointer; }  #wonderpluginaudio-45 .wonderaudio-download {   background-color: #555555; }  #wonderpluginaudio-45 .wonderaudio-share {   background-color: #3195d4; }  #wonderpluginaudio-45 .amazingaudioplayer-info-share {   margin: 4px 0; } .wonderaudio-button-link, .wonderaudio-button-link:focus, .wonderaudio-button-link:active {   border: none;   outline: none;   box-shadow: none; }\");<\/script>\n\n\n\n<p><strong><em>Voltei para casa e pintei horrores. Foram uns vinte e poucos trabalhos, quase como registros visuais do que eu tinha visto e vivido naquele um m\u00eas. Eu ainda morava em Embu, num quartinho com um banheiro, sobre a casa dos meus pais. Pendurei tudo na parede, como se fosse uma exposi\u00e7\u00e3o particular.<\/em><\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Um dia, um amigo foi me visitar, ouviu minhas hist\u00f3rias da viagem e perguntou:&nbsp;&#8220;Por que voc\u00ea n\u00e3o faz uma exposi\u00e7\u00e3o?&#8221;.&nbsp;Respondi que aquilo era s\u00f3 um registro, mas ele insistiu. Visualmente, os trabalhos tinham uma pegada bem arte moderna, um cubismo meio sintetizado, com cores bem-marcadas e figuras geom\u00e9tricas. Peguei dois deles embaixo do bra\u00e7o e fui ao Centro Cultural de Embu. O curador olhou e perguntou:&nbsp;&#8220;Quer expor no m\u00eas que vem?&#8221;.&nbsp;Fiquei em choque.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, olhando para tr\u00e1s, percebo que, quando algo \u00e9 nosso, o universo d\u00e1 um jeito de entregar. Talvez a oportunidade passe por voc\u00ea em outro momento, mas, \u00e0s vezes, a gente n\u00e3o est\u00e1 pronto para receb\u00ea-la. Eu n\u00e3o fiz faculdade de artes e, por isso, n\u00e3o tinha aquele &#8220;HD&#8221; cheio de refer\u00eancias te\u00f3ricas. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o tinha o medo de errar.<\/p>\n\n\n\n<p>O curador come\u00e7ou a me chamar de&nbsp;Edu Silva&nbsp;\u2013 at\u00e9 ent\u00e3o, eu nem pensava em como me apresentar artisticamente. E a coisa foi acontecendo. A exposi\u00e7\u00e3o teve bastante visibilidade, porque Embu \u00e9 uma cidade tur\u00edstica. A partir da\u00ed, surgiram convites para expor em outros lugares. Minha companheira me ajudava muito, coloc\u00e1vamos os quadros no carro e \u00edamos. N\u00e3o entendia nada sobre o mercado de arte, sobre galerias, mas fui conhecendo gente, conversando com outros artistas. At\u00e9 que chegou um momento em que percebi:&nbsp;&#8220;Isso est\u00e1 ficando s\u00e9rio, e r\u00e1pido. Preciso estudar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>No in\u00edcio, sua rela\u00e7\u00e3o com a pintura foi muito intuitiva. Em que momento voc\u00ea come\u00e7ou a enxergar seu trabalho como parte de um discurso maior dentro da arte?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Eu comecei a fazer alguns cursos que cobriam a Hist\u00f3ria da Arte europeia, e um deles foi com o Rodrigo Naves. Atrav\u00e9s dele, conheci o trabalho do Paulo Pasta. Na \u00e9poca, eu tinha uns trinta e poucos anos e muita sede de aprendizado. O pr\u00f3prio Rodrigo mandou meu portf\u00f3lio para o Paulo, que me aceitou no curso &#8220;Pintura e reflex\u00e3o&#8221;. Foi uma experi\u00eancia muito rica. Tudo era novidade para mim, e o Paulo tem essa rela\u00e7\u00e3o muito generosa com seus alunos. Aos poucos, fui construindo um <em>network<\/em>, mas de maneira natural, porque os frequentadores das aulas tornaram-se amigos, inclusive, eu e mais alguns artistas do curso formamos um grupo de artistas que se encontrava para conversar sobre artes e nos organizar para expor. Isso mudou tudo. Passei a frequentar exposi\u00e7\u00f5es de arte contempor\u00e2nea, visitar galerias, conhecer espa\u00e7os alternativos. Meus gostos e refer\u00eancias foram se ampliando. Foi uma experi\u00eancia muito intensa.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse curso foi um impulsionador. Conheci o pessoal da Casa Contempor\u00e2nea, na Vila Mariana, um espa\u00e7o de cultura, exposi\u00e7\u00f5es e debates sobre arte, criado pelo Marcelo Salles e pela Marcia Gadioli. Eu reconhe\u00e7o que era cru; n\u00e3o tinha uma linha do tempo organizada sobre a hist\u00f3ria da arte. Mas, ali, tivemos tantos debates que, at\u00e9 hoje, continuo participando de um grupo com eles. Sinto que minha exist\u00eancia como artista come\u00e7ou a se consolidar ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa fase, minha pintura j\u00e1 estava mudando. Eram composi\u00e7\u00f5es que aludiam a casinhas de favela, constru\u00eddas com a pr\u00f3pria pincelada. Durante o curso do Pasta, fui ampliando minhas refer\u00eancias. Quando olho para tr\u00e1s, vejo que minha pintura hoje \u00e9 quase um<em> zoom in<\/em> dessas pinceladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo sem perceber no in\u00edcio, eu j\u00e1 tinha uma vontade inconsciente de falar sobre diferen\u00e7a de classe. Talvez, no come\u00e7o, isso fosse mais direto e figurativo. Mas, conforme amadureci, comecei a olhar para dentro. Parece clich\u00ea, mas quando voc\u00ea se investiga, as coisas come\u00e7am a fazer mais sentido.&nbsp;Eu j\u00e1 sabia que minha rela\u00e7\u00e3o com o fazer art\u00edstico estava ligada \u00e0 cor, \u00e0 pintura. Me desenvolvi na t\u00e9cnica com tinta acr\u00edlica. Gosto dela por v\u00e1rios motivos: \u00e9 sint\u00e9tica e, de certa forma, algumas rela\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o sint\u00e9ticas, superficiais. Meus primeiros trabalhos de campo de cor chamavam-se <em>Estudo sobre mesti\u00e7agem<\/em> (desde 2016). Tinha um campo vermelho e outro amarelo, e entre eles surgia uma nova cor, resultado da mistura dos dois. Eu criava algumas regrinhas de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wonderpluginaudio\" id=\"wonderpluginaudio-46\" data-audioplayerid=\"46\" data-width=\"24\" data-height=\"600\" data-skin=\"button24\" data-progressinbar=\"false\" data-showinfo=\"false\" data-showimage=\"false\" data-autoplay=\"false\" data-random=\"false\" data-autoresize=\"false\" data-responsive=\"false\" data-showtracklist=\"false\" data-tracklistscroll=\"true\" data-showprogress=\"false\" data-showprevnext=\"false\" data-showloop=\"false\" data-stopotherplayers=\"true\" data-preloadaudio=\"true\" data-noncontinous=\"false\" data-showtracklistsearch=\"false\" data-saveposincookie=\"false\" data-wptracklist=\"false\" data-removeinlinecss=\"true\" data-enabletabindex=\"false\" data-showtime=\"false\" data-showvolume=\"false\" data-showvolumebar=\"false\" data-showliveplayedlist=\"false\" data-stoponpausebutton=\"false\" data-reloadstream=\"false\" data-playpausefontcircle=\"true\" data-prevnextfontcircle=\"true\" data-showtitleinbar=\"false\" data-showloading=\"false\" data-enablega=\"false\" data-titleinbarscroll=\"true\" data-donotinit=\"false\" data-addinitscript=\"false\" data-imagewidth=\"100\" data-imageheight=\"100\" data-loop=\"0\" data-tracklistitem=\"10\" data-titleinbarwidth=\"80\" data-gatrackingid=\"\" data-ga4account=\"\" data-playbackrate=\"1\" data-playpauseimage=\"playpause-24-24-2.png\" data-playpauseimagewidth=\"24\" data-playpauseimageheight=\"24\" data-cookiehours=\"240\" data-prevnextimage=\"prevnext-24-24-0.png\" data-prevnextimagewidth=\"24\" data-prevnextimageheight=\"24\" data-volumeimage=\"volume-24-24-2.png\" data-volumeimagewidth=\"24\" data-volumeimageheight=\"24\" data-liveupdateinterval=\"10000\" data-maxplayedlist=\"8\" data-playedlisttitle=\"Last Tracks Played\" data-loopimage=\"loop-24-24-2.png\" data-loopimagewidth=\"24\" data-loopimageheight=\"24\" data-playpausefontwidth=\"32\" data-playpausefontheight=\"32\" data-playpausefontsize=\"12\" data-playpausefontradius=\"0\" data-playpausefontcolor=\"#fff\" data-playpausefontbgcolor=\"#333\" data-playpausefonthovercolor=\"#fff\" data-playpausefonthoverbgcolor=\"#555\" data-prevnextfontwidth=\"32\" data-prevnextfontheight=\"32\" data-prevnextfontsize=\"12\" data-prevnextfontradius=\"0\" data-prevnextfontcolor=\"#fff\" data-prevnextfontbgcolor=\"#333\" data-prevnextfonthovercolor=\"#fff\" data-prevnextfonthoverbgcolor=\"#555\" data-infoformat=\"\" data-tracklistscroll=\"false\" data-jsfolder=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/plugins\/wonderplugin-audio\/engine\/\" style=\"display:block;position:relative;margin:0 auto;width:24px;height:auto;\"><ul class=\"amazingaudioplayer-audios\" style=\"display:none;\"><li data-artist=\"\" data-title=\"Edu-Silva_Audio-2\" data-album=\"\" data-info=\"&quot;Edu-Silva_Audio-2&quot;.\" data-image=\"https:\/\/art100.in\/wp-includes\/images\/media\/audio.svg\" data-duration=\"31\"><div class=\"amazingaudioplayer-source\" data-src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Edu-Silva_Audio-2.mp3\" data-type=\"audio\/mpeg\" ><\/div><\/li><\/ul><\/div><script>function wonderaudio_46_appendcss(csscode) {var head=document.head || document.getElementsByTagName(\"head\")[0];var style=document.createElement(\"style\");head.appendChild(style);style.type=\"text\/css\";if (style.styleSheet){style.styleSheet.cssText=csscode;} else {style.appendChild(document.createTextNode(csscode));}};wonderaudio_46_appendcss(\"#wonderpluginaudio-46 { \tbox-sizing: content-box; }  #wonderpluginaudio-46 div { \t-webkit-box-sizing: content-box; \t-moz-box-sizing: content-box; \tbox-sizing: content-box;    }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-image { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-image-clear { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-text { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-text-clear { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-title { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-title-clear { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-info { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-info-clear { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-bar { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-bar-buttons-clear { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-bar-clear { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-bar-title { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-playpause { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-play { \tposition: relative; }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-pause { \tposition: relative; }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-stop { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-prev { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-next { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-loop { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-progress { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-progress-loaded { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-progress-played { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-time { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-volume { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-volume-bar { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-volume-bar-adjust { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-volume-bar-adjust-active { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-tracklist { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-tracklist-container { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-tracks-wrapper { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-tracks { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-track-item { \tclear: both; \tlist-style-type: none; }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-track-item-active { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-track-item a { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-track-item-active a { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-track-item-duration { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-tracklist-arrow-prev { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-tracklist-arrow-next { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-tracklist-clear { }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-item-id { \tfloat: left; \tmargin: 0 8px 0 0; }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-item-info { \tfloat: right; }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-item-title { \toverflow: hidden; }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-track-item:before, #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-track-item:after { \tdisplay: none; }  #wonderpluginaudio-46 ul, #wonderpluginaudio-46 li { \tlist-style-type: none; }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-tracklistsearch { \tbox-sizing: border-box; \tpadding: 4px; }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-tracklistsearch-input { \tbox-sizing: border-box; \twidth: 100%; }\");wonderaudio_46_appendcss(\"#wonderpluginaudio-46 .wonderaudio-button {   display: inline-block;   width: 20px;   height: 20px;   line-height: 20px;   font-size: 12px;   border-radius: 50%;   color: #fff;   vertical-align: middle;   text-align: center;   margin: 0 4px 0 0;   padding: 0;   cursor: pointer; }  #wonderpluginaudio-46 .wonderaudio-download {   background-color: #555555; }  #wonderpluginaudio-46 .wonderaudio-share {   background-color: #3195d4; }  #wonderpluginaudio-46 .amazingaudioplayer-info-share {   margin: 4px 0; } .wonderaudio-button-link, .wonderaudio-button-link:focus, .wonderaudio-button-link:active {   border: none;   outline: none;   box-shadow: none; }\");<\/script>\n\n\n\n<p><strong><em>O interessante \u00e9 que, ao mesmo tempo em que o trabalho se chamava Estudo sobre mesti\u00e7agem, quem olhava via dois campos predominantes, um maior que o outro. E nas rela\u00e7\u00f5es com curadores e cr\u00edticos, considerando minha hist\u00f3ria e exist\u00eancia, surgia a ideia de um embate crom\u00e1tico: uma cor tentando ocupar o espa\u00e7o da outra. Aos poucos, meu trabalho foi absorvendo camadas e se tornando mais pol\u00edtico, abordando quest\u00f5es de classe.  <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por ser um trabalho n\u00e3o figurativo, ele sempre foi muito generoso comigo. Ele \u00e9 aberto e permite que as pessoas se aproximem de forma muito pessoal. Meus trabalhos s\u00e3o basicamente estudos de rela\u00e7\u00f5es de cores, investiga\u00e7\u00e3o de luz, ritmo e contraste. Mas, conforme fui dando entrevistas e conversando mais sobre minha obra, percebi quest\u00f5es que sempre estiveram l\u00e1. Por exemplo, a ideia de fronteira territorial, que remete a uma cartografia. Meu trabalho sugere essa rela\u00e7\u00e3o visual de mapa, de vista a\u00e9rea. Tamb\u00e9m tem a quest\u00e3o do trajeto. Quando uma fronteira atravessa o trabalho de ponta a ponta, isso tem rela\u00e7\u00e3o com deslocamento.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 fiz exerc\u00edcios de pensar no mapa de um territ\u00f3rio quilombola e abstra\u00ed-lo, sem que remetesse diretamente a ele. Isso se torna um motivo a mais para pintar. Depois, come\u00e7o a entender essas fronteiras como desenho, no sentido mais amplo. Olho para essas linhas e as relaciono com diversas quest\u00f5es. A pintura, para mim, \u00e9 sempre esse espa\u00e7o de descoberta e conex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2113\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-scaled.jpg 2560w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-2048x1366.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estudo Sobre Mesti\u00e7agem 019, 2016 I Foto: Tatiana Mito<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 muito interessante pensar nessas poss\u00edveis amplifica\u00e7\u00f5es ou an\u00e1lises do campo da pintura, que chegam na Hist\u00f3ria da Arte, mas tamb\u00e9m na pol\u00edtica, na paisagem. S\u00e3o todos os caminhos pelos quais voc\u00ea transitou na sua vida pessoal, na sua carreira como artista.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio processo do fazer art\u00edstico tamb\u00e9m \u00e9 inspirador. Acho que eu conquisto esse lugar de consci\u00eancia do que estou fazendo e por que estou fazendo. E, no fazer art\u00edstico, voc\u00ea tamb\u00e9m vai vendo ramifica\u00e7\u00f5es. \u00c0s vezes, fazer pintura e lidar com cor significa que o trabalho n\u00e3o aguenta desaforo. Eu parto de uma ideia: quero trabalhar com azul e amarelo. S\u00f3 que, de repente, o tom de cada um pode sugerir a entrada de um ocre, ou de um laranja. Se uma cor entra, a outra come\u00e7a a reclamar, perde contraste. A\u00ed eu mexo na outra. Esse di\u00e1logo entre mim e a pintura abre possibilidades, me deixa mais \u00edntimo do processo. Vou criando junto com esse fazer art\u00edstico, ampliando meu vocabul\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m passo a ter uma rela\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima com as pesquisas de outros artistas, como no ateli\u00ea que divido com o F\u00e1bio Menino e o Alan Oju. O F\u00e1bio, pintor figurativo, que utiliza tinta a \u00f3leo, sempre brinca: &#8220;n\u00e3o sei como voc\u00ea consegue tirar o que tira do acr\u00edlico.&#8221; Existe um certo preconceito entre os pintores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tinta acr\u00edlica por ela ser sint\u00e9tica, brilhante, mais jovem do que o \u00f3leo. O \u00f3leo tem gordura, oxida, envelhece com dignidade, segundo alguns pintores tradicionais. J\u00e1 a tinta acr\u00edlica \u00e9 vin\u00edlica, pl\u00e1stica e tem uma din\u00e2mica que me interessa. Quando percebi esse preconceito, me apropriei dele e comecei a trabalhar com linho. O linho, um suporte nobre, resistente ao tempo, entra como elemento de cor. Eu o pinto com tinta acr\u00edlica branca. Uma vez, num grupo de estudos, mostrei um trabalho e algu\u00e9m comentou que eu tinha &#8220;estragado&#8221; o linho. Respondi que n\u00e3o, que ele entrava como mat\u00e9ria, em contraste com o branco de uma tinta acr\u00edlica barata. Isso gerou um debate sobre quest\u00f5es de pintura, mas tamb\u00e9m sociais e de racialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, 2018, comecei a flertar com objetos e me interessei pela materialidade do papel\u00e3o, antes mesmo de conhecer o conceito de \u201cpardo e papel\u201d. Sempre tive quest\u00f5es de identidade, porque cresci nos anos 1980 e 1990, quando o ideal era n\u00e3o ser preto. Quanto mais voc\u00ea se afastasse disso, mais aceito seria. Esse era o imagin\u00e1rio social. Nos filmes, desenhos e novelas, os negros eram retratados como ladr\u00f5es, vagabundos. Hoje, isso tem mudado, mas ainda h\u00e1 muito a conquistar. Eu nem achei que estaria vivo para ver esse movimento de aceita\u00e7\u00e3o da negritude. Naquela \u00e9poca, eu alisava o cabelo, queria me encaixar nos moldes da branquitude.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando comecei a trabalhar com papel\u00e3o, eu sobrepunha tinta branca, que, depois, era descamada, como no trabalho <em>Autorretrato 40<\/em> (2020). Eu estava entendendo que o pardo \u00e9 um personagem criado pelo mito da democracia racial que enfraquece uma luta pol\u00edtica e oferece falsos direitos. Seguindo o racioc\u00ednio do colorismo, uma pessoa negra de pele clara pode ter mais acessos do que uma pessoa retinta, mas ela nunca se aproxima dos privil\u00e9gios de uma pessoa branca. Essa maturidade foi dif\u00edcil de alcan\u00e7ar. Quando me reconheci, percebi que aquele trabalho retratava essa oscila\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria: remover o branco, revelar o que est\u00e1 por tr\u00e1s e assumir isso. O trabalho tem essa passagem e me abriu para explorar outras materialidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma que olhei para o linho, passei a olhar para o m\u00e1rmore como s\u00edmbolo de nobreza, pensando nas esculturas. Visualmente, via o m\u00e1rmore como branco, frio, limpo, pesado. Na \u00e9poca, lia <em>O pacto da branquitude,<\/em> da Cida Bento, e criei a s\u00e9rie <em>Pacto <\/em>(2023). S\u00e3o blocos de m\u00e1rmore contrapostos a l\u00e2minas de papel\u00e3o. O peso do m\u00e1rmore pressiona o papel\u00e3o. A materialidade fala por si. Mesmo sem legenda, quem olha percebe: &#8220;um branco em cima do pardo? A quantidade de pardo \u00e9 maior, sustentando esse branco&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu pai sempre trabalhou com m\u00e1rmore e n\u00e3o foi alfabetizado. Existe um <em>gap<\/em> cultural entre n\u00f3s. Usei sua m\u00e3o de obra em um projeto. Quando falei o pre\u00e7o da obra, ele achou caro. Perguntei por qu\u00ea. &#8220;Porque \u00e9 s\u00f3 um peda\u00e7o de m\u00e1rmore com papel\u00e3o.&#8221; Fui provocando. Aos poucos, ele come\u00e7ou a enxergar: &#8220;isso parece a sociedade, n\u00e9?&#8221;. Se voc\u00ea tem que pegar um \u00f4nibus lotado de manh\u00e3, criar filhos e p\u00f4r comida na mesa, quem tem tempo para desenvolver sensibilidade?<\/p>\n\n\n\n<p>Quando penso no meu percurso, nas diferen\u00e7as sociais que atravessam minha vida, percebo como isso tudo est\u00e1 presente no meu trabalho. Meu primeiro emprego me levou de Embu das Artes para a Avenida Faria Lima, e eu nem sabia que l\u00e1 era um dos lugares mais ricos de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1339\" height=\"1920\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Pacto02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2119\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Pacto02.jpg 1339w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Pacto02-209x300.jpg 209w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Pacto02-714x1024.jpg 714w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Pacto02-768x1101.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Pacto02-1071x1536.jpg 1071w\" sizes=\"(max-width: 1339px) 100vw, 1339px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pacto 02, 2023<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Talvez seja uma interpreta\u00e7\u00e3o minha, mas na s\u00e9rie <em>Autorretrato<\/em> (2019) n\u00e3o existe s\u00f3 esse contraste, mas tamb\u00e9m a harmonia do encontro de objetos. Na sua pintura, eu acho que existe uma celebra\u00e7\u00e3o desse espa\u00e7o entre, mais male\u00e1vel, esse espa\u00e7o de conviv\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Total. Inclusive, embora a escolha dos materiais ou da divis\u00e3o do campo de cor apresente o contraste, existe, de alguma maneira, uma busca pela harmonia, pela boa conviv\u00eancia. Como j\u00e1 defendia Milton Santos (1926-2001), &#8220;\u00e9 preciso buscar as semelhan\u00e7as entre as pessoas e os povos, e n\u00e3o apenas as diferen\u00e7as&#8221;. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 contraste, tamb\u00e9m tem uma busca por possibilidades de harmonia, de existir junto. Tanto as pinturas quanto esses objetos, al\u00e9m de todas essas quest\u00f5es, t\u00eam, matericamente, formalmente, quest\u00f5es que interessam no fazer art\u00edstico, uma superf\u00edcie rugosa, lisa, o tensionamento disso, o processo de repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1440\" height=\"1920\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Autorretrato40_ed.2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2115\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Autorretrato40_ed.2.jpg 1440w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Autorretrato40_ed.2-225x300.jpg 225w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Autorretrato40_ed.2-768x1024.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Autorretrato40_ed.2-1152x1536.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Autorretrato 40 &#8211; Ed. 2, 2020<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A sua obra n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma pintura, \u00e9 um trabalho extremamente conceitual que se resolve na pintura, mas que tem essas diferentes formas de observa\u00e7\u00e3o, de aproxima\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Como meu trabalho \u00e9 visualmente n\u00e3o figurativo, muitas vezes essas quest\u00f5es sobre as quais a gente conversa aqui n\u00e3o est\u00e3o entregues de maneira \u00f3bvia. Por exemplo, eu tinha feito dezenas de pinturas, e todas elas se chamavam <em>Estudos sobre mesti\u00e7agem<\/em> (<em>1, 2, 3<\/em>&#8230;). Mas, conforme fui ampliando meus conhecimentos e saberes, percebi que n\u00e3o queria que o t\u00edtulo direcionasse demais, n\u00e3o queria fechar o trabalho. Ent\u00e3o, passei a apenas numerar as obras. Depois disso, vieram v\u00e1rias outras \u2013 pintei mais de uma centena. Com o amadurecimento e o processo de fazer, entendi que, muitas vezes, uma pintura \u00fanica n\u00e3o d\u00e1 conta de tudo o que quero falar. Ent\u00e3o, penso em s\u00e9ries, em pol\u00edpticos. Quando fa\u00e7o um trabalho com dez partes, acho que ele entrega mais essa ideia de continuidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, fiz um trabalho que chamo de <em>Negocia\u00e7\u00f5es<\/em> (2024), quando os t\u00edtulos come\u00e7aram a voltar, apenas \u201cdando dicas\u201d. Em todos os fundos, uso um azul mesti\u00e7o que crio a partir de v\u00e1rias combina\u00e7\u00f5es. Percebi que algumas cores potencializam esse azul, outras rebaixam e algumas coexistem harmonicamente com ele. Para mim, esse trabalho mostra essa passagem do azul em rela\u00e7\u00e3o a v\u00e1rias outras cores e, se voc\u00ea quiser, pode entender que estou falando de rela\u00e7\u00f5es pessoais.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho um pouco de problema com o termo &#8220;abstrato&#8221;, porque, na Hist\u00f3ria da Arte, o abstrato n\u00e3o pretende dizer nada, \u00e9 s\u00f3 forma. No meu caso, h\u00e1 um desejo de trazer essas rela\u00e7\u00f5es crom\u00e1ticas para a contemporaneidade, tensionar algo. \u00c0s vezes, acho que o termo &#8220;abstrato&#8221; n\u00e3o d\u00e1 conta disso.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive, fiz um trabalho chamado <em>Projeto padroniza\u00e7\u00e3o<\/em> (2024). S\u00e3o v\u00e1rios retratos nos quais trabalhei com m\u00e1rmore, p\u00f3 de m\u00e1rmore e papel\u00e3o. \u00c9 um trabalho isento de imagem, mas cheio de significado e cr\u00edtica. Sua montagem n\u00e3o \u00e9 sequencial, mas feita de forma din\u00e2mica. Chamar esse trabalho de <em>Projeto padroniza\u00e7\u00e3o<\/em> \u00e9 essencial para mim, porque parto de um ret\u00e2ngulo de m\u00e1rmore com a ideia de que aquilo deveria ser replicado, padronizado, s\u00f3 que a coisa sai de outro jeito. Como Rothko, que usava cor para provocar sensa\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es, acho que esse \u00e9 o ponto alto de um trabalho art\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Entrevista realizada em 26 de julho de 2024 remotamente via Zoom<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped has-lightbox wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1440\" height=\"1920\" data-id=\"2123\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Autorretrato40_ed.2-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2123\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Autorretrato40_ed.2-1.jpg 1440w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Autorretrato40_ed.2-1-225x300.jpg 225w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Autorretrato40_ed.2-1-768x1024.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Autorretrato40_ed.2-1-1152x1536.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Autorretrato 40 &#8211; Ed. 2<br>Emuls\u00e3o de pol\u00edmero e gesso acr\u00edlico sobre placas de papel\u00e3o I Pol\u00edptico &#8211; 21 x 15 x 3 cm (cada)<br>2020<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"2443\" data-id=\"2129\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2129\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado-1.jpg 1920w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado-1-236x300.jpg 236w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado-1-805x1024.jpg 805w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado-1-768x977.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado-1-1207x1536.jpg 1207w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/inadequado-1-1610x2048.jpg 1610w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Inadequado I<br>Acr\u00edlica em linho I 30 x 20 x 2,5 cm (cada)<br>2024<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1339\" height=\"1920\" data-id=\"2126\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Pacto02-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2126\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Pacto02-1.jpg 1339w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Pacto02-1-209x300.jpg 209w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Pacto02-1-714x1024.jpg 714w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Pacto02-1-768x1101.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Pacto02-1-1071x1536.jpg 1071w\" sizes=\"(max-width: 1339px) 100vw, 1339px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pacto 02<br>M\u00e1rmore e papel\u00e3o I 141 x 7 x 3 cm<br>2023<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1706\" data-id=\"2124\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/2529_ES_TatianaMito_High-min-1-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2124\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/2529_ES_TatianaMito_High-min-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/2529_ES_TatianaMito_High-min-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/2529_ES_TatianaMito_High-min-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/2529_ES_TatianaMito_High-min-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/2529_ES_TatianaMito_High-min-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/2529_ES_TatianaMito_High-min-1-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Negocia\u00e7\u00f5es<br>Acr\u00edlica em tela I 24 x 24 x 2 cm<br>2023<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" data-id=\"2131\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-1-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2131\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0658_ES_TatianaMito_High-2-1-2048x1366.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estudo Sobre Mesti\u00e7agem 019<br>Acr\u00edlica em tela I 40 x 40 cm<br>2016<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edu Silva transita entre mem\u00f3ria e mat\u00e9ria, partindo de viv\u00eancias pessoais para revelar contrastes sociais, hierarquias sutis e as formas de pertencimento mediadas pela arte<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3251,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[139,112,75,112,68,50],"class_list":{"0":"post-2140","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-entrevistas","8":"tag-edu-silva-pt-br","9":"tag-painting-pt-br","10":"tag-painting-2","12":"tag-pintura","13":"tag-sao-paulo-pt-br"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2140"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2140\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2147,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2140\/revisions\/2147"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3251"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}