{"id":2354,"date":"2026-01-27T08:00:00","date_gmt":"2026-01-27T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/art100.in\/?p=2354"},"modified":"2026-05-29T16:47:33","modified_gmt":"2026-05-29T16:47:33","slug":"vivian-caccuri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/vivian-caccuri\/","title":{"rendered":"Vivian Caccuri"},"content":{"rendered":"\n<p>Vivian Caccuri (S\u00e3o Paulo, 1986) \u00e9 uma artista cujo trabalho explora o som como elemento central. Em suas obras, este componente vai al\u00e9m da audi\u00e7\u00e3o, conectando-se a aspectos visuais, como a vibra\u00e7\u00e3o de velas, que ocorre em resposta a frequ\u00eancias graves, ou a intera\u00e7\u00e3o com superf\u00edcies, que cria efeitos visuais, como o <em>moir\u00e9<\/em>. Suas obras atravessam a instala\u00e7\u00e3o, o desenho e a performance, combinando experimenta\u00e7\u00e3o sensorial com narrativas que exploram o impacto pol\u00edtico e cultural do som. Na entrevista, a artista reflete sobre como o som \u00e9 controlado e negociado em diferentes contextos, como fatores culturais moldam sua percep\u00e7\u00e3o e como a intera\u00e7\u00e3o entre som, espa\u00e7o e corpo influencia sua abordagem criativa. Confira:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1363\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/ContemporaryATX.Fall2023Exhibitions.VivianCaccuri.RebekahFlake.06.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2356\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/ContemporaryATX.Fall2023Exhibitions.VivianCaccuri.RebekahFlake.06.jpg 2048w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/ContemporaryATX.Fall2023Exhibitions.VivianCaccuri.RebekahFlake.06-300x200.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/ContemporaryATX.Fall2023Exhibitions.VivianCaccuri.RebekahFlake.06-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/ContemporaryATX.Fall2023Exhibitions.VivianCaccuri.RebekahFlake.06-768x511.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/ContemporaryATX.Fall2023Exhibitions.VivianCaccuri.RebekahFlake.06-1536x1022.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Primeiramente, gostaria de agradecer por participar da entrevista. Eu queria come\u00e7ar pedindo para voc\u00ea se apresentar, com qualquer informa\u00e7\u00e3o que voc\u00ea ache relevante, pensando num p\u00fablico que ainda n\u00e3o conhece a sua pr\u00e1tica art\u00edstica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Meu nome \u00e9 Vivian Caccuri, sou de S\u00e3o Paulo, mas moro no Rio de Janeiro h\u00e1 muitos anos. Trabalho com diversos materiais, mas sempre em torno da m\u00fasica e do som. N\u00e3o necessariamente todos os meus trabalhos t\u00eam som, mas, em geral, eles falam sobre algo que se ouve.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea estudou sonografia ou arte? Como foi a sua forma\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Eu estudei as duas coisas. Eu sou formada em artes pl\u00e1sticas, tenho mestrado em m\u00fasica, tamb\u00e9m fui pesquisadora visitante de uma universidade americana para estudar m\u00fasica e tecnologia, ent\u00e3o tenho uma forma\u00e7\u00e3o que inclui as duas coisas. Eu tamb\u00e9m trabalho com trilha sonora junto com o Thiago Lanis, tenho uma empresa em paralelo ao que eu fa\u00e7o. A gente tamb\u00e9m trabalha com m\u00fasica para audiovisual, ent\u00e3o eu consigo trabalhar nas duas frentes, consigo compor m\u00fasica, consigo tocar m\u00fasica. Mas, se eu comecei por algo como artista visual, foi pelo desenho. Foi a primeira coisa que eu me lembro de ter feito com muito prazer e com concentra\u00e7\u00e3o. Comecei com desenho, mas, com tantos m\u00fasicos na minha fam\u00edlia, eu rapidamente comecei a colecionar m\u00fasicas, me interessar por instrumentos e, mais para frente, pelas <em>raves<\/em>, quando eu j\u00e1 era adolescente. Ent\u00e3o, no passado, eu cheguei a achar que eu tinha que optar por uma das duas coisas, mas eu simplesmente sei que quero fazer as duas coisas e dedico a minha vida a juntar esses dois dom\u00ednios em uma pr\u00e1tica s\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m faz pe\u00e7as que s\u00e3o s\u00f3 a parte sonora ou elas s\u00e3o sempre combinadas com instala\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o tem regra, ent\u00e3o, sim, j\u00e1 fiz trabalhos que s\u00e3o s\u00f3 sonoros. Mas \u00e9 muito raro acontecer. E, quando isso acontece, geralmente \u00e9 porque eu n\u00e3o posso ir at\u00e9 o local de exibi\u00e7\u00e3o, a\u00ed \u00e9 enviado s\u00f3 o som. Na \u00faltima vez em que isso aconteceu, tudo foi feito por intermedia\u00e7\u00e3o da Embaixada Brasileira na \u00cdndia. O trabalho era composto por alguns <em>loops<\/em> de transforma\u00e7\u00e3o que eu fiz numa m\u00fasica do Gilberto Gil que se chama \u201cGaivota\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nesse caso, por exemplo, era uma sala e se usava fones de ouvido?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, eu prefiro qualquer outra coisa, pode tocar at\u00e9 num radinho de pilha, mas, por favor, n\u00e3o me ponham um fone de ouvido. Sou radicalmente contra fones de ouvido, que passam pelas cabe\u00e7as de centenas de pessoas e, muitas vezes, t\u00eam qualidade duvidosa. A \u00fanica exig\u00eancia que eu, em geral, fa\u00e7o \u00e9 n\u00e3o ter fones de ouvido.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Eu gostaria de pedir para voc\u00ea falar um pouco sobre o trabalho <em>The Weeping Dancer<\/em> (2022).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho \u00e9 uma escultura sonora composta de caixas de som graves, chamadas de <em>subwoofers<\/em>. As frequ\u00eancias mais graves do som s\u00e3o as que t\u00eam as maiores ondas. S\u00e3o ondas que deslocam o ar, que fazem tremer ou vibrar os materiais. Ent\u00e3o, raramente, com um som agudo, voc\u00ea vai segurar na mesa e sentir uma vibra\u00e7\u00e3o forte como \u00e9 a vibra\u00e7\u00e3o do som grave. Isso foi uma descoberta minha ao simplesmente colocar uma vela na frente do alto-falante, que fez com que essa chama dan\u00e7asse junto com a m\u00fasica. Ent\u00e3o, a chama vibra, ela tem formas, ela se transforma e ela est\u00e1 pulsando e dan\u00e7ando junto com a m\u00fasica, e \u00e9 isso que deu o nome de<em> Weeping Dancer.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/the-weeping-dancer.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-2359\" style=\"width:1090px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/the-weeping-dancer.webp 600w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/the-weeping-dancer-300x200.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">The Weeping Dancer, 2022<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E como ela funciona? As velas s\u00e3o repostas? \u00c9 uma instala\u00e7\u00e3o mantida durante o per\u00edodo da exposi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Elas s\u00e3o repostas. Alguns tipos de vela duram mais, outros menos. Eu sugiro os meus favoritos, para tamb\u00e9m a institui\u00e7\u00e3o entender que o trabalho requer uma log\u00edstica e, por isso, vai precisar de um cuidado di\u00e1rio. Acho que a <em>Weeping Dancer<\/em> tem uma imagem bastante forte, o fogo junto com os alto-falantes, e isso \u00e9 uma coisa de que o p\u00fablico geralmente gosta bastante, mas \u00e9 dif\u00edcil conseguir um convite de um museu que tope expor o trabalho, apesar de ele ter sido um dos principais trabalhos que me colocou na Bienal de 2016, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conta um pouco sobre a obra <em>Vessel Body<\/em> (2022) que esteve em exibi\u00e7\u00e3o no New Museum, Nova York, em 2023?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi um trabalho que juntou os dois mundos da minha pr\u00e1tica: o visual e o sonoro. O <em>Vessel Body<\/em> \u00e9 uma grande moldura constru\u00edda com alto-falantes num desenho que eu planejei, com alto-falantes automotivos. Dentro dessa moldura sonora, havia um trabalho em bordado feito em tela transl\u00facida de mosquiteiro, que \u00e9 um dos materiais com que eu mais trabalho. Os bordados foram feitos a partir de cenas fotografadas de festas que eu dei no meu ateli\u00ea. A maioria das figuras bordadas s\u00e3o de pessoas eu conhe\u00e7o, mas eu sempre transformo o corpo e a apar\u00eancia delas. N\u00e3o \u00e9 um tipo de desenho que quer fazer voc\u00ea identificar quem \u00e9 a pessoa. Meu interesse est\u00e1 mais em como esses corpos dan\u00e7antes mostram novos gestos: \u00e9 um corpo que n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o emoldurado pela etiqueta, pela normalidade, pelo dia a dia, pelo cotidiano. <\/p>\n\n\n<div class=\"wonderpluginaudio\" id=\"wonderpluginaudio-75\" data-audioplayerid=\"75\" data-width=\"24\" data-height=\"600\" data-skin=\"button24\" data-progressinbar=\"true\" data-showinfo=\"false\" data-showimage=\"false\" data-autoplay=\"false\" data-random=\"false\" data-autoresize=\"false\" data-responsive=\"false\" data-showtracklist=\"false\" data-tracklistscroll=\"true\" data-showprogress=\"false\" data-showprevnext=\"false\" data-showloop=\"false\" data-stopotherplayers=\"true\" data-preloadaudio=\"true\" data-noncontinous=\"false\" data-showtracklistsearch=\"false\" data-saveposincookie=\"false\" data-wptracklist=\"false\" data-removeinlinecss=\"true\" data-enabletabindex=\"false\" data-showtime=\"false\" data-showvolume=\"false\" data-showvolumebar=\"true\" data-showliveplayedlist=\"false\" data-stoponpausebutton=\"false\" data-reloadstream=\"false\" data-playpausefontcircle=\"true\" data-prevnextfontcircle=\"true\" data-showtitleinbar=\"false\" data-showloading=\"false\" data-enablega=\"false\" data-titleinbarscroll=\"true\" data-donotinit=\"false\" data-addinitscript=\"false\" data-imagewidth=\"100\" data-imageheight=\"100\" data-loop=\"1\" data-tracklistitem=\"10\" data-titleinbarwidth=\"80\" data-gatrackingid=\"\" data-ga4account=\"\" data-playbackrate=\"1\" data-playpauseimage=\"playpause-24-24-2.png\" data-playpauseimagewidth=\"24\" data-playpauseimageheight=\"24\" data-cookiehours=\"240\" data-prevnextimage=\"prevnext-24-24-0.png\" data-prevnextimagewidth=\"24\" data-prevnextimageheight=\"24\" data-volumeimage=\"volume-24-24-0.png\" data-volumeimagewidth=\"24\" data-volumeimageheight=\"24\" data-liveupdateinterval=\"10000\" data-maxplayedlist=\"8\" data-playedlisttitle=\"Last Tracks Played\" data-loopimage=\"loop-24-24-0.png\" data-loopimagewidth=\"24\" data-loopimageheight=\"24\" data-playpausefontwidth=\"32\" data-playpausefontheight=\"32\" data-playpausefontsize=\"12\" data-playpausefontradius=\"0\" data-playpausefontcolor=\"#fff\" data-playpausefontbgcolor=\"#333\" data-playpausefonthovercolor=\"#fff\" data-playpausefonthoverbgcolor=\"#555\" data-prevnextfontwidth=\"32\" data-prevnextfontheight=\"32\" data-prevnextfontsize=\"12\" data-prevnextfontradius=\"0\" data-prevnextfontcolor=\"#fff\" data-prevnextfontbgcolor=\"#333\" data-prevnextfonthovercolor=\"#fff\" data-prevnextfonthoverbgcolor=\"#555\" data-infoformat=\"&lt;div class=&#039;amazingaudioplayer-info-title&#039;&gt;%ARTIST% %ALBUM%&lt;\/div&gt;\n&lt;div class=&#039;amazingaudioplayer-info-description&#039;&gt;%INFO%&lt;\/div&gt;\" data-tracklistscroll=\"false\" data-jsfolder=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/plugins\/wonderplugin-audio\/engine\/\" style=\"display:block;position:relative;margin:0 auto;width:24px;height:auto;\"><ul class=\"amazingaudioplayer-audios\" style=\"display:none;\"><li data-artist=\"\" data-title=\"Vivian Caccuri_Audio 1 site-esv1-48p\" data-album=\"\" data-info=\"&quot;Vivian Caccuri_Audio 1 site-esv1-48p&quot;.\" data-image=\"https:\/\/art100.in\/wp-includes\/images\/media\/audio.svg\" data-duration=\"15\"><div class=\"amazingaudioplayer-source\" data-src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Vivian-Caccuri_Audio-1-site-esv1-48p.wav\" data-type=\"audio\/mpeg\" ><\/div><\/li><\/ul><\/div><script>function wonderaudio_75_appendcss(csscode) {var head=document.head || document.getElementsByTagName(\"head\")[0];var style=document.createElement(\"style\");head.appendChild(style);style.type=\"text\/css\";if (style.styleSheet){style.styleSheet.cssText=csscode;} else {style.appendChild(document.createTextNode(csscode));}};wonderaudio_75_appendcss(\"#wonderpluginaudio-75 { \tbox-sizing: content-box; 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Ent\u00e3o, isso me interessa, porque tamb\u00e9m conta sobre o som, que \u00e9 o som que faz esses corpos sa\u00edrem desse frame de um corpo produtivo, pragm\u00e1tico.<\/strong> <\/em>Na sala expositiva havia dois <em>Vessels,<\/em> com esses bordados, um de frente para o outro, e tocava uma trilha feita por mim. Eu gravei sons do meu pr\u00f3prio corpo \u2013 do meu pulm\u00e3o, das v\u00edsceras, do cora\u00e7\u00e3o \u2013 com um estetosc\u00f3pio digital e fui editando, achando os melhores sons dessas grava\u00e7\u00f5es. Editei muito e fui fazendo um tecno usando esses sons. Ent\u00e3o, em vez de usar o Hi-Hat, que \u00e9 eletr\u00f4nico, eu substitu\u00eda por um som que veio do meu corpo. Virou um som dan\u00e7ante, porque \u00e9 uma quest\u00e3o de substitui\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo que ficou confort\u00e1vel, acho que essa seria a palavra, porque s\u00e3o sons que v\u00eam de barulhos org\u00e2nicos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1920\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/vessel-body_New-Museum-Vivian-Caccuri-and-Miles-Greenberg-The-Shadow-of-Spring-1122_0143-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2361\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/vessel-body_New-Museum-Vivian-Caccuri-and-Miles-Greenberg-The-Shadow-of-Spring-1122_0143-scaled.jpg 2560w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/vessel-body_New-Museum-Vivian-Caccuri-and-Miles-Greenberg-The-Shadow-of-Spring-1122_0143-300x225.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/vessel-body_New-Museum-Vivian-Caccuri-and-Miles-Greenberg-The-Shadow-of-Spring-1122_0143-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/vessel-body_New-Museum-Vivian-Caccuri-and-Miles-Greenberg-The-Shadow-of-Spring-1122_0143-768x576.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/vessel-body_New-Museum-Vivian-Caccuri-and-Miles-Greenberg-The-Shadow-of-Spring-1122_0143-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/vessel-body_New-Museum-Vivian-Caccuri-and-Miles-Greenberg-The-Shadow-of-Spring-1122_0143-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vessel Body, 2022<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Eu acho que v\u00e1rios artistas que trabalham com \u00e1udio na arte contempor\u00e2nea partem de um processo de experimenta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de um processo de pesquisa em m\u00fasica, em teoria. Ent\u00e3o, \u00e9 interessante voc\u00ea falar que, realmente, essas duas pr\u00e1ticas j\u00e1 s\u00e3o bem combinadas na sua pr\u00e1tica art\u00edstica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u00c9 que eu raramente \u201cfa\u00e7o turismo\u201d numa outra m\u00eddia. Por exemplo, eu tenho poucos v\u00eddeos, eu n\u00e3o exponho v\u00eddeos com frequ\u00eancia. \u00c9 raro eu fazer trabalhos para uma m\u00eddia que eu n\u00e3o domino, pois gosto de poder ser inventiva, t\u00e1til e espont\u00e2nea, o que \u00e9 mais dif\u00edcil com uma m\u00eddia que eu n\u00e3o conhe\u00e7o tecnicamente. Eu diria que o som, para mim, n\u00e3o \u00e9 uma escolha, \u00e9 o meu estilo de vida. Eu me coloco em situa\u00e7\u00f5es em que eu me encontro com pessoas tendo a m\u00fasica como motivo. As pessoas com quem eu mais gosto de conviver trabalham com isso, se dedicam a isso. Coleciono instrumentos, coleciono muita m\u00fasica, ent\u00e3o eu trabalho com som porque \u00e9 a vida que eu vivo. \u00c9 diferente de tentar fazer um trabalho para experimentar outra m\u00eddia e ver no que d\u00e1. O som j\u00e1 \u00e9 t\u00e3o naturalizado no meu cotidiano que n\u00e3o encontro uma barreira t\u00e9cnica de profunda ignor\u00e2ncia. Obviamente estou longe de saber tudo sobre som, mas tenho meios de aprender t\u00e9cnicas novas mais facilmente do que, por exemplo, com anima\u00e7\u00e3o 3D. Eu gastaria dias para fazer as coisas mais simpl\u00f3rias em anima\u00e7\u00e3o 3D.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como \u00e9 o processo de trabalhar com desenho?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Desenho foi minha primeira m\u00eddia, sempre amei desenhar. Recentemente, eu fiz uma exposi\u00e7\u00e3o na Galeria Millan [Exposi\u00e7\u00e3o \u201cM\u00e3o invis\u00edvel\u201d, exibida de 6 de abril a 4 de maio de 2024, em S\u00e3o Paulo] com desenhos em papel.&nbsp; Senti uma realiza\u00e7\u00e3o diferente nessa exposi\u00e7\u00e3o, senti que estava mostrando algo mais \u00edntimo da minha produ\u00e7\u00e3o, pois cada coisa no papel \u00e9 um vest\u00edgio do meu gesto e do meu olhar. Eu havia esquecido essa alegria \u00edntima do desenho, j\u00e1 que o bordado n\u00e3o necessariamente provoca a mesma sensa\u00e7\u00e3o. Desenhei pessoas, modelos vivos e pessoas nas festas do meu ateli\u00ea, al\u00e9m de palcos, luzes, ondas sonoras. Ao mesmo tempo, todos os meus trabalhos bordados, abstratos ou figurativos, s\u00e3o feitos a partir de desenhos meus, mas \u00e9 muito diferente tratar o desenho no papel e como bordado. Os desenhos bordados da s\u00e9rie <em>Sonograma<\/em> s\u00e3o abstratos e feitos a partir de espectrogramas de som, \u00e9 minha tentativa de criar uma paisagem para um som espec\u00edfico. Para cri\u00e1-las, eu fa\u00e7o grava\u00e7\u00f5es com um gravador, ou mesmo um celular, e abro esse arquivo em um <em>software<\/em> que me mostra as \u201cmanchas sonoras\u201d, chamadas de espectrogramas. Parece um pouco o registro de um ultrassom. Esses contornos e linhas do som s\u00e3o os que eu uso para desenhar e pintar a tela de bordado, em um tamanho ampliado. O resultado \u00e9 um tanto misterioso, pois a tela \u00e9 bastante transparente, as cores s\u00e3o um tanto lavadas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E a tela de mosquiteiro tem um certo movimento, talvez perto de uma caixa de som ela vibre um pouco. Isso \u00e9 proposital?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Duas telas sobrepostas criam um efeito que se chama <em>moir\u00e9<\/em>, em que gr\u00e1ficos circulares aparecem e desaparecem conforme voc\u00ea anda em dire\u00e7\u00e3o ou em volta da tela. Ao andarmos, a trama vai mudando de \u00e2ngulo e isso cria a vibra\u00e7\u00e3o. Isso foi feito de forma intencional muitas vezes, especialmente no New Museum, onde foi usado bastante <em>moir\u00e9<\/em>, porque eu acho que isso, junto com o som, cria uma vibra\u00e7\u00e3o interessante no espa\u00e7o.;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"1920\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/vivian-caccuri_16892_ft-ana-pigosso_01-1280x1920-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2376\" style=\"width:1100px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/vivian-caccuri_16892_ft-ana-pigosso_01-1280x1920-1.jpg 1280w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/vivian-caccuri_16892_ft-ana-pigosso_01-1280x1920-1-200x300.jpg 200w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/vivian-caccuri_16892_ft-ana-pigosso_01-1280x1920-1-683x1024.jpg 683w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/vivian-caccuri_16892_ft-ana-pigosso_01-1280x1920-1-768x1152.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/vivian-caccuri_16892_ft-ana-pigosso_01-1280x1920-1-1024x1536.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Descompress\u00e3o metal, 2023<br>Foto: Ana Pigosso<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E a sua pr\u00e1tica sempre se desenvolveu simultaneamente atrav\u00e9s das instala\u00e7\u00f5es e dos desenhos? Ou teve algum tipo de ordem, talvez, dentro da sua carreira?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A espinha dorsal desses trabalhos em tela, e de alguns trabalhos sonoros, est\u00e1 em&nbsp; uma performance minha que se chama <em>Caminhada silenciosa<\/em> (2012-2015(, que aconteceu 40 vezes em diversas cidades do Brasil, Am\u00e9rica Latina e Europa. Eu e mais 12 pessoas and\u00e1vamos por oito horas no itiner\u00e1rio pr\u00e9-preparado por mim, em sil\u00eancio o tempo inteiro, ent\u00e3o nada poderia ser falado e comunicado entre as pessoas durante o trajeto inteiro. Eu j\u00e1 visitei muitos lugares assim, de forma silenciosa. No Rio, eu j\u00e1 entrei em muitos edif\u00edcios, no heliponto do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social), na sala da Dilma do BNDES, no claustro do mosteiro de S\u00e3o Bento, em S\u00e3o Paulo. Para entrar em muitos lugares teve uma certa negocia\u00e7\u00e3o trabalhosa. Para quem estava participando da performance e s\u00f3 seguia o caminho que eu havia desenhado antes, a experi\u00eancia ia virando um pouco surreal: voc\u00ea estava na rua e, do nada, voc\u00ea entrava em um lugar desconhecido, uma porta se abria, uma outra, um corredor e, sem an\u00fancios, voc\u00ea chegava numa capela que estava trancada h\u00e1 anos. Era sobre esse tipo de descoberta de espa\u00e7os e de qualidades novas de sil\u00eancios. Durante essas caminhadas, eu encontrava e coletava muita coisa, muitos materiais, inclusive essa tela mosquiteira e a tela de prote\u00e7\u00e3o que s\u00e3o usadas h\u00e1 muitos anos no meu trabalho. Foi feito at\u00e9 um minidoc, pela Deutsche Welle, sobre&nbsp; quando eu achei essas telas durante o planejamento de uma dessas caminhadas. Al\u00e9m disso, eu propus muitas performances para dentro dessa performance, ent\u00e3o, durante a caminhada, aconteciam algumas a\u00e7\u00f5es, minhas, de outros artistas ou de m\u00fasicos. Era muito bonito porque havia pessoas que estavam processando coisas \u00edntimas durante a performance, e que eu n\u00e3o fazia ideia. J\u00e1 caminhei com pessoas de luto, pessoas que estavam passando por momentos dif\u00edceis, e aquele sil\u00eancio acabava ganhando v\u00e1rias qualidades e cores de uma coletividade. E andar em sil\u00eancio com dez pessoas chama muita aten\u00e7\u00e3o. Eu nunca tinha me dado conta disso. Foi um trabalho que eu parei de fazer quando come\u00e7aram os protestos de 2013 no Brasil, um momento em que come\u00e7ou a ficar cada vez mais dif\u00edcil de entrar nos espa\u00e7os porque os edif\u00edcios tinham medo dos<em> black blocs<\/em>, de terrorismo. Houve um terror nesse momento, come\u00e7ou a ficar muito complicado de fazer o trabalho. E eu acho que o espa\u00e7o com o p\u00fablico realmente mudou depois de 2013. Al\u00e9m disso, eu tamb\u00e9m j\u00e1 estava muito focada nas instala\u00e7\u00f5es, em outras performances, ent\u00e3o foi um trabalho que se encerrou naturalmente, em 2015, mais ou menos. Eu tenho muita vontade de fazer de novo, e muita gente pede. Na \u00e9poca, eu tinha uma p\u00e1gina de Facebook que era onde eu organizava todas as caminhadas, ent\u00e3o eu ainda tenho o hist\u00f3rico de todos que participaram. Algumas pessoas participavam de tr\u00eas, quatro, cinco caminhadas. Era quase um clube. Mas morro de vontade de fazer de novo. Uma hora, talvez eu fa\u00e7a. Mas vai ter que ser uma coisa bem especial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Caminhada-Silenciosam-credito-Dani-Dacorso2-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2368\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Caminhada-Silenciosam-credito-Dani-Dacorso2-scaled.jpg 2560w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Caminhada-Silenciosam-credito-Dani-Dacorso2-300x200.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Caminhada-Silenciosam-credito-Dani-Dacorso2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Caminhada-Silenciosam-credito-Dani-Dacorso2-768x512.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Caminhada-Silenciosam-credito-Dani-Dacorso2-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Caminhada-Silenciosam-credito-Dani-Dacorso2-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Caminhada Silenciosa, 2012-2016<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>As caminhadas duravam sempre oito horas, ou variava bastante?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes elas se estendiam um pouco, mas sempre acabavam em um jantar planejado para ser o fim da caminhada. No jantar, as pessoas voltavam a falar. Tinha pessoas que n\u00e3o voltavam a falar. Era muito bom terminar assim, porque a gente trocava impress\u00f5es e, durante esses jantares, eu comecei a desmontar v\u00e1rias ideias fixas que eu tinha. Por exemplo, quando eu lia o rosto dessas pessoas durante a performance, elas n\u00e3o tinham muita express\u00e3o e eu achava, muitas vezes, que elas estavam extremamente incomodadas, ou odiando tudo. No jantar eu descobri que elas estavam amando, mas o rosto delas n\u00e3o me deixava ler o que estava acontecendo. Ent\u00e3o, foi durante essa performance que eu parei de achar que express\u00f5es faciais significam algo mais profundo do que simplesmente uma express\u00e3o facial. Ela n\u00e3o indica muita coisa, especialmente quando voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 falando. Enfim, foram tantas observa\u00e7\u00f5es sobre mim mesma, sobre o corpo das pessoas, sobre o espa\u00e7o p\u00fablico, sobre arquitetura, sobre sil\u00eancio e poder. A sala da Dilma, por exemplo, era enorme e extremamente silenciosa. S\u00e3o salas de reuni\u00e3o de equipe, reuni\u00f5es particulares, salas de segredo de Estado, todas elas extremamente vedadas. Voc\u00ea n\u00e3o ouvia um barulho externo. O BNDES fica no centro mais barulhento do Rio, tem tudo acontecendo naquele quarteir\u00e3o, tudo. A\u00ed voc\u00ea n\u00e3o ouve nada dentro da sala, ent\u00e3o voc\u00ea entende que sil\u00eancio e poder est\u00e3o ligados. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que falam: \u201cquerem me silenciar\u201d, porque o ato de silenciar implica que algu\u00e9m ou uma institui\u00e7\u00e3o tem mais poder que um certo indiv\u00edduo, a ponto de cal\u00e1-lo.&nbsp; Mas uma coisa \u00e9 voc\u00ea falar isso no ativismo de internet, em coment\u00e1rios de posts, outra coisa \u00e9 voc\u00ea ver estruturas f\u00edsicas constru\u00eddas para que se controle o som, os conte\u00fados verbais e o que \u00e9 escutado. Foi nesse momento que eu comecei a entender mais o lado pol\u00edtico do trabalho da caminhada silenciosa, o de que o som, a arquitetura e os equipamentos de som falam muito sobre quem pode fazer o som, quem pode escutar o som, quem controla o conte\u00fado, quem controla o espa\u00e7o de escuta. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que todos os trabalhos que t\u00eam som t\u00eam que ser amplamente discutidos e negociados com o museu onde vou expor para que eles sejam escutados da forma que eu havia imaginado, ou pr\u00f3xima dela, porque sempre s\u00e3o necess\u00e1rias adapta\u00e7\u00f5es. N\u00e3o me interessa ser um trabalho que vai neutralizar e atrapalhar outros trabalhos de uma exposi\u00e7\u00e3o coletiva, mas eu tamb\u00e9m quero que o meu trabalho seja ouvido da forma mais potente. Ent\u00e3o, \u00e9 sempre uma negocia\u00e7\u00e3o. O espa\u00e7o ac\u00fastico tem v\u00e1rias pol\u00edticas que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o objetivas quanto as pol\u00edticas do visual, do concreto, do que est\u00e1 constru\u00eddo e tang\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como curador, sempre existe uma negocia\u00e7\u00e3o em torno de trabalhos que envolvem som, j\u00e1 que o som pode ser ouvido de outras partes da exposi\u00e7\u00e3o e acabar influenciando como o p\u00fablico pensa e percebe outros trabalhos no espa\u00e7o. Essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o comum em exposi\u00e7\u00f5es e algo que voc\u00ea consegue negociar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wonderpluginaudio\" id=\"wonderpluginaudio-72\" data-audioplayerid=\"72\" data-width=\"24\" data-height=\"600\" data-skin=\"button24\" data-progressinbar=\"true\" data-showinfo=\"false\" data-showimage=\"false\" data-autoplay=\"false\" data-random=\"false\" data-autoresize=\"false\" data-responsive=\"false\" data-showtracklist=\"false\" data-tracklistscroll=\"true\" data-showprogress=\"false\" data-showprevnext=\"false\" data-showloop=\"false\" data-stopotherplayers=\"true\" data-preloadaudio=\"true\" data-noncontinous=\"false\" data-showtracklistsearch=\"false\" data-saveposincookie=\"false\" data-wptracklist=\"false\" data-removeinlinecss=\"true\" data-enabletabindex=\"false\" data-showtime=\"false\" data-showvolume=\"false\" data-showvolumebar=\"true\" data-showliveplayedlist=\"false\" data-stoponpausebutton=\"false\" data-reloadstream=\"false\" data-playpausefontcircle=\"true\" data-prevnextfontcircle=\"true\" data-showtitleinbar=\"false\" data-showloading=\"false\" data-enablega=\"false\" data-titleinbarscroll=\"true\" data-donotinit=\"false\" data-addinitscript=\"false\" data-imagewidth=\"100\" data-imageheight=\"100\" data-loop=\"1\" data-tracklistitem=\"10\" data-titleinbarwidth=\"80\" data-gatrackingid=\"\" data-ga4account=\"\" data-playbackrate=\"1\" data-playpauseimage=\"playpause-24-24-2.png\" data-playpauseimagewidth=\"24\" data-playpauseimageheight=\"24\" data-cookiehours=\"240\" data-prevnextimage=\"prevnext-24-24-0.png\" data-prevnextimagewidth=\"24\" data-prevnextimageheight=\"24\" data-volumeimage=\"volume-24-24-0.png\" data-volumeimagewidth=\"24\" data-volumeimageheight=\"24\" data-liveupdateinterval=\"10000\" data-maxplayedlist=\"8\" data-playedlisttitle=\"Last Tracks Played\" data-loopimage=\"loop-24-24-0.png\" data-loopimagewidth=\"24\" data-loopimageheight=\"24\" data-playpausefontwidth=\"32\" data-playpausefontheight=\"32\" data-playpausefontsize=\"12\" data-playpausefontradius=\"0\" data-playpausefontcolor=\"#fff\" data-playpausefontbgcolor=\"#333\" data-playpausefonthovercolor=\"#fff\" data-playpausefonthoverbgcolor=\"#555\" data-prevnextfontwidth=\"32\" data-prevnextfontheight=\"32\" data-prevnextfontsize=\"12\" data-prevnextfontradius=\"0\" data-prevnextfontcolor=\"#fff\" data-prevnextfontbgcolor=\"#333\" data-prevnextfonthovercolor=\"#fff\" data-prevnextfonthoverbgcolor=\"#555\" data-infoformat=\"&lt;div class=&#039;amazingaudioplayer-info-title&#039;&gt;%ARTIST% %ALBUM%&lt;\/div&gt;\n&lt;div class=&#039;amazingaudioplayer-info-description&#039;&gt;%INFO%&lt;\/div&gt;\" data-tracklistscroll=\"false\" data-jsfolder=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/plugins\/wonderplugin-audio\/engine\/\" style=\"display:block;position:relative;margin:0 auto;width:24px;height:auto;\"><ul class=\"amazingaudioplayer-audios\" style=\"display:none;\"><li data-artist=\"\" data-title=\"Audio 2 - Vivian\" data-album=\"\" data-info=\"&quot;Audio 2 - Vivian&quot;.\" data-image=\"https:\/\/art100.in\/wp-includes\/images\/media\/audio.svg\" data-duration=\"57\"><div class=\"amazingaudioplayer-source\" data-src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Audio-2-Vivian.m4a\" data-type=\"audio\/mpeg\" ><\/div><\/li><\/ul><\/div><script>function wonderaudio_72_appendcss(csscode) {var head=document.head || document.getElementsByTagName(\"head\")[0];var style=document.createElement(\"style\");head.appendChild(style);style.type=\"text\/css\";if (style.styleSheet){style.styleSheet.cssText=csscode;} else {style.appendChild(document.createTextNode(csscode));}};wonderaudio_72_appendcss(\"#wonderpluginaudio-72 { \tbox-sizing: content-box; 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Porque, se a concep\u00e7\u00e3o j\u00e1 tem uma natureza autorit\u00e1ria, e o artista exige o trabalho totalmente onipotente, isso n\u00e3o \u00e9 um trabalho de arte que valeria defender. Ent\u00e3o, eu tento partir de concep\u00e7\u00f5es que podem se encaixar numa diversidade de situa\u00e7\u00f5es. \u00c9 bem diferente da m\u00fasica, por exemplo, porque, quando a m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 ouvida de uma forma isolada e atenta, ela se torna plano de fundo do espa\u00e7o, por exemplo, a trilha sonora dos ambientes comerciais. Agora, a ideia para um trabalho sonoro \u2013 pelo menos as minhas \u2013 \u00e9 nunca pensar no som como um plano de fundo, mas como a coisa principal.<\/em><\/strong> Vou te dar um exemplo pr\u00e1tico. O meu trabalho<em> TabomBass<\/em> (2016), para a Bienal de S\u00e3o Paulo, era um grande <em>sound system<\/em> feito \u00e0 m\u00e3o por um coletivo de <em>sound systems <\/em>de S\u00e3o Paulo, cujas festas eu frequento h\u00e1 muitos anos, e todas as caixas eram de graves (<em>subwoofers<\/em>). Ent\u00e3o, durante a maior parte do tempo de exposi\u00e7\u00e3o, tocava-se uma composi\u00e7\u00e3o minha que era silenciosa. Por qu\u00ea? Ela era silenciosa porque ela estava lidando com frequ\u00eancias t\u00e3o baixas que elas n\u00e3o eram entendidas como tons musicais. Ent\u00e3o, aquilo s\u00f3 movimentava as velas. As velas iam dan\u00e7ando com aquele vento e aquela pulsa\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea ouvia a pulsa\u00e7\u00e3o, mas voc\u00ea n\u00e3o ouvia tons musicais, sem ser disruptiva ao extremo. S\u00f3 que a mesma instala\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m inclu\u00eda algumas trilhas sonoras musicais que deveriam ser ouvidas alto. O som era t\u00e3o potente e encorpado que sugeri que fosse tocado uma vez por hora. Ent\u00e3o, o educativo j\u00e1 sabia que a instala\u00e7\u00e3o teria a mesma din\u00e2mica de um sino de igreja. Alguns minutos antes desse trecho de volume alto tocar, os educadores faziam uma prepara\u00e7\u00e3o com o grupo que estivessem acompanhando e falavam um pouco do trabalho, at\u00e9 que eles ouvissem o trabalho tocando alto. Ent\u00e3o, para mim, essa foi uma boa decis\u00e3o art\u00edstica, porque eu consegui levar em considera\u00e7\u00e3o uma coreografia do espa\u00e7o, uma coreografia tamb\u00e9m do educativo e do p\u00fablico. Pensar em forma de coreografia \u00e9 bem interessante, apesar de nem sempre ser poss\u00edvel fazer dessa forma. \u00c0s vezes as restri\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito maiores. Por exemplo, eu tamb\u00e9m fiz um<em> sound system<\/em> de vidro que ficou no High Line, no Chelsea, Nova York. Ele s\u00f3 podia tocar duas vezes por dia. Mesmo assim, havia muita reclama\u00e7\u00e3o dos vizinhos, mesmo com volume baix\u00edssimo. Apesar de ser um lugar muito importante para se estar, como artista, eu n\u00e3o acho que foi um trabalho t\u00e3o bem-sucedido. A escultura, a parte concreta do trabalho, foi muito bem-feita nos Estados Unidos, mas a parte perform\u00e1tica do trabalho n\u00e3o funcionou. Em cada ambiente, cada cidade, essas coisas v\u00e3o mudando. \u00c9 impressionante como a gente gosta do som alto, potente, e esse mesmo volume que a gente acha maravilhoso, envolvente, em um pa\u00eds da Escandin\u00e1via seria insuport\u00e1vel, alto, inc\u00f4modo. \u00c9 preciso saber lidar com esses dados culturais e, tamb\u00e9m, tentar fugir um pouco dos padr\u00f5es estabelecidos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped has-lightbox wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"700\" data-id=\"2364\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass12.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-2364\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass12.webp 1280w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass12-300x164.webp 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass12-1024x560.webp 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass12-768x420.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1366\" data-id=\"2366\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass3.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-2366\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass3.webp 2048w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass3-300x200.webp 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass3-1024x683.webp 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass3-768x512.webp 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass3-1536x1025.webp 1536w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\">TabomBass, 2016<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O som, de uma forma superficial, eu diria que \u00e9 universal. L\u00edngua \u00e9 uma outra coisa. Conta mais sobre essas diferen\u00e7as que voc\u00ea observou no seu trabalho em v\u00e1rios locais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Eu tenho que falar disso atrav\u00e9s do trabalho dos mosquitos. Atrav\u00e9s do som dos mosquitos eu entendi muita coisa sobre a percep\u00e7\u00e3o de alguns sons. O mosquito (em especial o <em>Aedes aegypti)<\/em> \u00e9 uma esp\u00e9cie super bem-sucedida, pois s\u00f3 vive onde existem humanos, e n\u00f3s somos bilh\u00f5es. O mosquito segue a l\u00f3gica da popula\u00e7\u00e3o humana e, por isso, esse volume absurdo de insetos. Por isso, no mundo inteiro, o mosquito \u00e9 odiado, e o som tamb\u00e9m \u00e9 muito odiado. E a\u00ed eu fui fazendo perguntas para pessoas de diferentes lugares, \u201cpor que voc\u00ea odeia o som do mosquito?\u201d E a resposta mais objetiva e imediata \u00e9: \u201cporque eu sei que eu vou ser picado e eu sei que ele pode transmitir doen\u00e7as\u201d. \u00c9 a resposta mais pr\u00e1tica e superficial tamb\u00e9m. Eu n\u00e3o estava feliz com essa resposta e fui tentar entender, ler sobre o som do mosquito nas culturas ind\u00edgenas, culturas tradicionais africanas. Tem v\u00e1rias f\u00e1bulas sobre o mosquito falando com voc\u00ea no sonho, na hora em que voc\u00ea est\u00e1 indo dormir, esse som tem um certo discurso. Eu achei isso bem interessante e foi tamb\u00e9m importante entender a hist\u00f3ria do mosquito <em>Aedes aegypti<\/em> no Brasil, pois ele n\u00e3o \u00e9 nativo. Ser\u00e1 que o mosquito nos lembra de algo que n\u00e3o queremos lembrar? Por exemplo, no Rio de Janeiro, os lugares mais altos eram reservados para os ricos, porque eram os lugares onde havia menos mosquitos. E todo o resto da popula\u00e7\u00e3o, todas as pessoas com menor poder aquisitivo estavam perto dos mosquitos. Tem algo sobre coloniza\u00e7\u00e3o nesse som do mosquito, uma mem\u00f3ria. Ent\u00e3o, eu comecei a investir nessas hist\u00f3rias. Mostrei o mosquito, por exemplo, na \u00cdndia, num trabalho que era uma tela de mosquiteiro com v\u00e1rios mosquitos bordados. Eu contava uma hist\u00f3ria do encontro dos mosquitos com os homens, e na sala eu reproduzia um som de mosquito f\u00eamea com o intuito de atrair os mosquitos machos para dentro da sala. Falar com os indianos sobre mosquitos era como falar com qualquer brasileiro, era um problema igual ao deles. Os mosquitos deles s\u00e3o enormes tamb\u00e9m, s\u00e3o iguais aos nossos, \u00e9 uma regi\u00e3o tropical onde est\u00e1vamos. Ent\u00e3o, eu estava falando sobre algo que n\u00e3o precisava de muita tradu\u00e7\u00e3o. Agora, quando eu mostrei um trabalho que era uma instala\u00e7\u00e3o sonora com uma mistura de sons de mosquitos com sons de \u00f3rg\u00e3os de igreja na Su\u00e9cia, o mosquito tem um outro significado, era um som que, para os suecos, lembrava o ver\u00e3o, porque existem mosquitos na Su\u00e9cia, mas s\u00e3o mosquitos sazonais e que n\u00e3o t\u00eam doen\u00e7as como o Zika v\u00edrus, dengue. Esse mesmo som lembrava outras coisas, mas lembrava tamb\u00e9m a temperatura alta. Ent\u00e3o, quando eu falo de mosquitos, eu estou falando de calor, eu n\u00e3o estou falando de frio. Foi \u00fatil usar o mosquito para entender como o corpo de diferentes culturas reage a esse som. No Brasil, a gente tem medo desse som porque temos a hist\u00f3ria da febre amarela, que matou centenas de milhares de pessoas, a gente tem o Zika, a dengue, essa hist\u00f3ria \u00e9 contada e \u00e9 vivida. Na Su\u00e9cia, n\u00e3o existe essa hist\u00f3ria de doen\u00e7as tropicais, ent\u00e3o o momento do calor \u00e9 lembrado ao ouvir o som do mosquito. O som se liga de forma muito visceral a essas experi\u00eancias da sensa\u00e7\u00e3o de estar no espa\u00e7o, no mundo, na temperatura.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma pergunta pr\u00e1tica, mas eu estou curioso. Foi f\u00e1cil conseguir replicar o barulho do mosquito para atrair outros mosquitos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9, tem muitas coisas que voc\u00ea pode fazer exatamente como um cientista recomenda e que n\u00e3o d\u00e3o certo por N fatores. N\u00e3o sei at\u00e9 que ponto atra\u00ed mosquitos, pois no lugar j\u00e1 havia muitos mosquitos, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 que eu estava tentando atrair mosquitos de outro bairro. Inclusive, eles usavam a minha tela bordada para pousar. Era um aeroporto de mosquitos ali, e na sala eu instalei algumas luzes ultravioleta de que eles geralmente gostam. Era um ambiente para pessoas e mosquitos estarem convivendo. E a \u00cdndia \u00e9 cheia de mosquitos, \u00e9 muito \u00famida. Mas, quando eu quero fazer algo para entender melhor a biologia do mosquito, como ele reage, o que ele pode fazer, eu tenho v\u00e1rios colegas que s\u00e3o pesquisadores, diretores de laborat\u00f3rio que estudam os mosquitos. O Departamento de Entomologia do Butantan \u00e9 como se fosse um parceiro informal meu. A doutora Fl\u00e1via Virgilio \u00e9 a chefe do departamento. Eles s\u00e3o super entusiastas dessa minha s\u00e9rie de trabalhos sobre mosquitos, ela d\u00e1 um jeito de me ajudar em muitas coisas, tirar d\u00favidas, me mandar um <em>paper<\/em> ou sugerir solu\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, quando eu falo de mosquito, eu tamb\u00e9m acabo envolvendo essa parte sa\u00fade\/cient\u00edfica.&nbsp; \u00c9 legal entender em profundidade sobre o que eu estou falando. Ela j\u00e1 me ajudou a encomendar uma armadilha de mosquitos, e talvez em algum momento filmemos um v\u00eddeo com mosquitos que s\u00e3o nativos brasileiros. Eles s\u00e3o azuis, ent\u00e3o s\u00e3o lindos, al\u00e9m de tudo. E gravar o som tamb\u00e9m, que, at\u00e9 onde eu e a doutora Fl\u00e1via sabemos, nunca foi gravado. \u00c9 legal que, \u00e0s vezes, d\u00e1 certo juntar o meu interesse com o interesse cient\u00edfico. Mas sempre \u00e9 muito desafiador.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"847\" height=\"847\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1bx_vivian_caccuri_tri_tono_fra_gil_2020_foto_everton_ballardin.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2381\" style=\"width:1100px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1bx_vivian_caccuri_tri_tono_fra_gil_2020_foto_everton_ballardin.jpeg 847w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1bx_vivian_caccuri_tri_tono_fra_gil_2020_foto_everton_ballardin-300x300.jpeg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1bx_vivian_caccuri_tri_tono_fra_gil_2020_foto_everton_ballardin-150x150.jpeg 150w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1bx_vivian_caccuri_tri_tono_fra_gil_2020_foto_everton_ballardin-768x768.jpeg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1bx_vivian_caccuri_tri_tono_fra_gil_2020_foto_everton_ballardin-650x650.jpeg 650w\" sizes=\"(max-width: 847px) 100vw, 847px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tr\u00edtono fr\u00e1gil, 2020<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para terminar, eu queria pedir para voc\u00ea falar um pouco sobre o <em>Tr\u00edtono fr\u00e1gil <\/em>(2020).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Esse trabalho \u00e9 um m\u00faltiplo feito quando e eu estava pensando no tri\u00e2ngulo. O tri\u00e2ngulo, para mim, \u00e9 como se fosse um mosquito. Ele \u00e9 o instrumento mais subestimado que tem. Numa orquestra, a pessoa que toca o tri\u00e2ngulo \u00e9 com frequ\u00eancia alvo de chacota. \u00c9 um instrumento muito usado para voc\u00ea come\u00e7ar a tocar outros instrumentos, n\u00e3o \u00e9 raro v\u00ea-lo s\u00f3 como um detalhe. Mas a\u00ed eu fui entender de onde veio o tri\u00e2ngulo, o que era, e ele evoluiu de um instrumento que abria prociss\u00f5es no Antigo Egito. Era o principal instrumento, uma campainha de ordem religiosa. E agora ele foi reduzido a uma esp\u00e9cie de objeto folcl\u00f3rico e um tanto inocente. Ent\u00e3o, eu pensei em come\u00e7ar a fazer coisas, ambientes ou composi\u00e7\u00f5es musicais, ou instala\u00e7\u00f5es, em que o tri\u00e2ngulo fosse o instrumento mais importante. Eu fiz isso na Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo, ocupei uma sala inteira com uma escultura de tri\u00e2ngulos, tinha centenas de tri\u00e2ngulos de v\u00e1rias culturas diferentes em forma de tri\u00e2ngulo. Nesse mesmo per\u00edodo, fui chamada para fazer um m\u00faltiplo, e a\u00ed eu pensei num tri\u00e2ngulo que n\u00e3o pode ser tocado, e por isso ele tem um car\u00e1ter mais et\u00e9reo, porque ele n\u00e3o pode ser manipulado. Eu usei o vidro, aquelas cores, aquela forma de apresentar, para ser um tri\u00e2ngulo que se assemelha \u00e0quele poder que ele tinha h\u00e1 milhares de anos atr\u00e1s. Uma coisa que s\u00f3 algumas pessoas tinham permiss\u00e3o de tocar, para lhe devolver a majestade.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Entrevista realizada em 24 de Julho de 2024 remotamente via Zoom.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-4 is-cropped has-lightbox wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"700\" data-id=\"2364\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass12.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-2364\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass12.webp 1280w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass12-300x164.webp 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/tabombass12-1024x560.webp 1024w, 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algod\u00e3o, resina acr\u00edlica e lat\u00e3o | 147 x 103 x 3 cm<br>2023<br>Foto: Ana Pigosso<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" data-id=\"2368\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Caminhada-Silenciosam-credito-Dani-Dacorso2-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2368\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Caminhada-Silenciosam-credito-Dani-Dacorso2-scaled.jpg 2560w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Caminhada-Silenciosam-credito-Dani-Dacorso2-300x200.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Caminhada-Silenciosam-credito-Dani-Dacorso2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Caminhada-Silenciosam-credito-Dani-Dacorso2-768x512.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Caminhada-Silenciosam-credito-Dani-Dacorso2-1536x1024.jpg 1536w, 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height=\"847\" data-id=\"2381\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1bx_vivian_caccuri_tri_tono_fra_gil_2020_foto_everton_ballardin.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2381\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1bx_vivian_caccuri_tri_tono_fra_gil_2020_foto_everton_ballardin.jpeg 847w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1bx_vivian_caccuri_tri_tono_fra_gil_2020_foto_everton_ballardin-300x300.jpeg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1bx_vivian_caccuri_tri_tono_fra_gil_2020_foto_everton_ballardin-150x150.jpeg 150w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1bx_vivian_caccuri_tri_tono_fra_gil_2020_foto_everton_ballardin-768x768.jpeg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1bx_vivian_caccuri_tri_tono_fra_gil_2020_foto_everton_ballardin-650x650.jpeg 650w\" sizes=\"(max-width: 847px) 100vw, 847px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tr\u00edtono fr\u00e1gil<br>Vidro, couro I 27 x 25 x 1 cm (tri\u00e2ngulo) 24 x 1 cm (baqueta)<br>2020<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivian Caccuri explora o som como elemento sensorial, cultural e pol\u00edtico, criando obras que investigam suas rela\u00e7\u00f5es com o corpo, o espa\u00e7o e a percep\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2364,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[34,50,97,314],"class_list":["post-2354","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","tag-instalacao","tag-sao-paulo-pt-br","tag-sound-art","tag-vivian-caccuri"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2354"}],"version-history":[{"count":17,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2354\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3851,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2354\/revisions\/3851"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2364"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}