{"id":3304,"date":"2026-02-03T08:00:00","date_gmt":"2026-02-03T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/art100.in\/?p=3304"},"modified":"2026-05-29T16:49:02","modified_gmt":"2026-05-29T16:49:02","slug":"bruno-faria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/art100.in\/pt-br\/bruno-faria\/","title":{"rendered":"Bruno faria"},"content":{"rendered":"\n<p>Bruno Faria (Recife, \u200b\u200b1981) constr\u00f3i obras que operam como arquivos alternativos da cultura brasileira, encontrando nesses registros formas de acessar as tens\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es que moldaram o pa\u00eds. Muitos desses elementos carregam marcas de per\u00edodos de repress\u00e3o, censura e processos de transforma\u00e7\u00e3o social, refletindo estrat\u00e9gias de controle, apagamento e ressignifica\u00e7\u00e3o presentes tanto na produ\u00e7\u00e3o cultural quanto na paisagem urbana do Brasil. Na entrevista, Faria compartilha detalhes de como sua pesquisa se desdobra organicamente, permitindo que cada projeto surja da rela\u00e7\u00e3o entre experi\u00eancia, deslocamento e investiga\u00e7\u00e3o documental. Confira:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/retrato-bruno-faria-pb-2024-juliana-arruga-fonte-galeria-marilia-razuk-1024x768.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-3308\" style=\"width:1100px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/retrato-bruno-faria-pb-2024-juliana-arruga-fonte-galeria-marilia-razuk-1024x768.webp 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/retrato-bruno-faria-pb-2024-juliana-arruga-fonte-galeria-marilia-razuk-300x225.webp 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/retrato-bruno-faria-pb-2024-juliana-arruga-fonte-galeria-marilia-razuk-768x576.webp 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/retrato-bruno-faria-pb-2024-juliana-arruga-fonte-galeria-marilia-razuk.webp 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Brunno S: Eu queria come\u00e7ar, Bruno, agradecendo por voc\u00ea estar aqui com a gente e pedindo para voc\u00ea se apresentar, com qualquer informa\u00e7\u00e3o que voc\u00ea ache relevante, pensando num p\u00fablico que talvez n\u00e3o conhe\u00e7a a sua pr\u00e1tica art\u00edstica.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Bruno F: Eu sou Bruno Faria, artista visual. Eu sou de Recife, Pernambuco. Trabalho com diferentes linguagens, desde desenho, escultura, pintura, gravura at\u00e9 instala\u00e7\u00e3o, performance, v\u00eddeo. Os trabalhos partem sempre de um projeto espec\u00edfico e t\u00eam um dado conceitual e, a partir do novo projeto, eu vou atr\u00e1s da linguagem, da m\u00eddia que \u00e9 melhor para o projeto que eu estou desenvolvendo no momento. Por isso que eu sempre trabalho com todas as m\u00eddias. Minha forma\u00e7\u00e3o foi na FAAP (Funda\u00e7\u00e3o Armando Alvares Penteado), em S\u00e3o Paulo, posteriormente eu fiz meu mestrado na Escola de Belas Artes da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). E tem uma coisa muito curiosa na minha produ\u00e7\u00e3o, assim como na de outros artistas tamb\u00e9m, que \u00e9 a quest\u00e3o do deslocamento e de estar sempre em tr\u00e2nsito. Eu morava em Recife, fui buscar forma\u00e7\u00e3o na FAAP, me mudei para S\u00e3o Paulo. Depois de S\u00e3o Paulo, ganhei uma bolsa chamada Bolsa Pampulha, em Belo Horizonte. A\u00ed fui para BH, onde fiquei por um ano. Depois, ganhei outra bolsa na Cit\u00e9 des Arts, em Paris, e uma em Barcelona, de um projeto do Centro Cultural S\u00e3o Paulo. Depois voltei para Belo Horizonte para fazer meu mestrado, onde fiquei por dois anos. Nesse meio tempo, ganhei uma bolsa da Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo para ir para a Cidade do M\u00e9xico. Os deslocamentos sempre foram uma coisa muito presente no meu trabalho, na minha vida. Como meus trabalhos partem muito de conceitos espec\u00edficos, pensando at\u00e9 em <em>site-specific<\/em>, sempre as cidades s\u00e3o vistas nos meus novos projetos, eles sempre t\u00eam muito das hist\u00f3rias, da arquitetura, da paisagem, do cotidiano das cidades. Essas inst\u00e2ncias s\u00e3o sempre vistas nas minhas produ\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Eu acho que os seus trabalhos tamb\u00e9m t\u00eam uma quest\u00e3o muito importante de escala. Eu estou pensando particularmente em duas obras: <em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Hist\u00f3ria da Arte Brasileira 1960\/90<\/em> (2015) e <em>Bras\u00edlia<\/em> (2018).&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O <em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Hist\u00f3ria da Arte Brasileira<\/em> partiu de um encontro quando eu estava na Pra\u00e7a Benedito Calixto, aqui em S\u00e3o Paulo, em que eu sempre ia e comprava LPs. Eu vi que as capas de alguns LPs eram produzidas por artistas. Um dos primeiros que eu vi foi o <em>Legal<\/em>, da Gal Costa, com a capa do H\u00e9lio Oiticica. Depois eu vi a capa do RPM que o Alex Flemming fez. Eu gosto muito de pesquisar, a\u00ed eu comecei a pesquisar outras capas e vi que, a partir da d\u00e9cada de 1960, a gravadora Elenco iniciou o convite a artistas visuais para desenvolver capas de discos. Eu pensei: \u201cBom, isso d\u00e1 um trabalho\u201d, e comecei a colecionar discos. Isso acontece muito com a minha produ\u00e7\u00e3o. Eu vou coletando objetos, coisas que j\u00e1 existem para, em algum momento, desenvolver algum trabalho. Vou coletando, coletando, e amadurecendo a ideia de como isso vai ser formalizado. E \u00e9 muito interessante a pergunta que voc\u00ea fez sobre a escala, porque a coisa vai crescendo, eu n\u00e3o sei em que isso vai resultar, muitas vezes, porque eu s\u00f3 vou saber no momento da exposi\u00e7\u00e3o. Os discos, por exemplo, eu fui coletando e no momento da exposi\u00e7\u00e3o foi que eu entendi que eu teria aquela parede, eu teria aquela dimens\u00e3o, teria um recorte para formalizar a obra. E virou aquela obra com 168 discos e um toca-discos. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o interativa com o p\u00fablico, ele pode experimentar, vivenciar os discos e descobrir a capa, os artistas, os autores que fizeram a capa. Ent\u00e3o, esse trabalho parte de uma pesquisa da d\u00e9cada de 1960 e vai at\u00e9 1990, que \u00e9 quando o disco de vinil come\u00e7a a ser extinto com a chegada do CD e n\u00e3o tem mais aquela procura da produ\u00e7\u00e3o do LP. O LP tem um formato, uma dimens\u00e3o, acho que s\u00e3o 31 por 31 cent\u00edmetros, o que dava liberdade para o artista criar uma imagem. O CD \u00e9 mais reduzido. O trabalho cria esse panorama, que \u00e9 uma \u201chist\u00f3ria da arte brasileira\u201d atrav\u00e9s das capas dos discos. \u00c9 um passeio, o p\u00fablico pode passear pela visualidade brasileira. Tem Luiz Zerbini e Barr\u00e3o, que fizeram Cazuza, Marina Lima, todas as d\u00e9cadas de 1960, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Beth\u00e2nia. Tem trabalhos superinteressantes, como, por exemplo, Fernanda Gomes, com a capa da Dulce Quintal, que tem a imagem de um rasgo, que \u00e9 a obra dela. Atrav\u00e9s das capas dos discos, \u00e9 poss\u00edvel ver a aproxima\u00e7\u00e3o da linguagem de cada um desses artistas. \u00c9 muito interessante a visualidade, o todo da obra. E tem pontos muito importantes que v\u00e3o al\u00e9m da visualidade do trabalho, como a hist\u00f3ria do momento do pa\u00eds: discos que falam da ditadura, discos que foram censurados pela ditadura \u2013 como o <em>\u00cdndia<\/em>, da Gal Costa, que teve que ser lan\u00e7ado com uma capa de pl\u00e1stico azul, como revistas porn\u00f4s da \u00e9poca \u2013, L\u00e9o Jaime com o disco <em>AIDS<\/em>, que fala sobre a aids no mundo e no Brasil. Ent\u00e3o, voc\u00ea vai passeando pela hist\u00f3ria do pa\u00eds atrav\u00e9s da m\u00fasica, em converg\u00eancia com as artes visuais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped has-lightbox wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"695\" data-id=\"3315\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista-2-1024x695.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3315\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista-2-1024x695.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista-2-300x204.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista-2-768x521.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista-2.avif 1115w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"526\" data-id=\"3311\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista-1024x526.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3311\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista-1024x526.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista-300x154.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista-768x394.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista.avif 1474w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" data-id=\"3313\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista.jpeg-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3313\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista.jpeg-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista.jpeg-300x200.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista.jpeg-768x512.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista.jpeg.avif 1136w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\">Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Hist\u00f3ria da Arte Brasileira 1960\/90 (2015)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acho superinteressante tamb\u00e9m a forma como a obra inverte a expectativa do encontro com a arte contempor\u00e2nea. Porque, para o p\u00fablico geral, muitas vezes o confronto com a arte contempor\u00e2nea \u00e9 um pouco temeroso, e essa obra, na verdade, faz o contr\u00e1rio, ela revela que aquele disco com que voc\u00ea conviveu ou convive \u00e9 uma parte da cena de arte contempor\u00e2nea. Quantas vezes a obra j\u00e1 foi apresentada?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A primeira vez foi numa galeria na Pra\u00e7a Benedito Calixto, era um projeto de um curador que pensava o entorno da galeria. A segunda vez foi numa individual no MAC-Niter\u00f3i (Museu de Arte Contempor\u00e2nea de Niter\u00f3i), com a curadoria do Pablo Le\u00f3n de la Barra e do Raphael Fonseca. Depois, na Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo e a pr\u00f3xima apresenta\u00e7\u00e3o dessa obra vai ser no Ita\u00fa Cultural, em S\u00e3o Paulo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E, como instala\u00e7\u00e3o, \u00e9 tamb\u00e9m interessante como ela sempre muda quando acontece em espa\u00e7os diversos.&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A obra \u00e9 cronol\u00f3gica, come\u00e7a em 1960 e vai at\u00e9 1990. Ela geralmente se adequa \u00e0 parede, ao espa\u00e7o arquitet\u00f4nico da institui\u00e7\u00e3o. Por exemplo, na galeria, que \u00e9 um espa\u00e7o comercial e o fluxo de pessoas s\u00e3o duas, tr\u00eas, cinco pessoas por dia \u00e0s vezes ningu\u00e9m vai na galeria durante o dia), tudo depende. O p\u00fablico pegava a obra, tirava o disco da parede, colocava o LP no toca-discos, se sentava para ver os encartes, que s\u00e3o precios\u00edssimos. Por exemplo, tem <em>A peleja do diabo com o dono do c\u00e9u<\/em>, do Z\u00e9 Ramalho, que a capa \u00e9 do Ivan Cardoso. O encarte \u00e9 incr\u00edvel, porque tem um ensaio fotogr\u00e1fico com o H\u00e9lio Oiticica, com o Xuxa Lopes, com Sat\u00e3, com a M\u00f4nica Schmidt. Eles fizeram um ensaio para esse \u00e1lbum surreal, maravilhoso. Tem um disco do Ira que vem com \u00f3culos de 3D, que d\u00e1 uma visualidade diferente para a capa. Ent\u00e3o, nessa galeria, o p\u00fablico tinha uma intera\u00e7\u00e3o de outra forma. Na Pinacoteca, por exemplo, no MAC-Niter\u00f3i, pelo fato do fluxo ser muito grande e de muitos dos discos serem muito raros e caros, inclusive, o p\u00fablico n\u00e3o poderia pegar individualmente. Ent\u00e3o tinha uma pessoa para orientar. A obra \u00e9 um jogo, voc\u00ea tira o disco da parede e ele tem um adesivo atr\u00e1s, voc\u00ea vai descobrindo quem fez a capa. Para n\u00e3o perder tanto essa intera\u00e7\u00e3o, o orientador auxiliava o visitante a tirar o disco para poder ver, identificando a autoria da capa, e colocar no toca-discos. Ent\u00e3o sempre teve essa pessoa para orientar. Por exemplo, um disco super raro \u00e9 <em>As aventuras da Blitz<\/em>. Ele foi censurado por conta de uma faixa e, para vender, falaram com o pessoal da gravadora que controlava a censura e tiveram que riscar a faixa com estilete. Ent\u00e3o, a faixa \u00e9 toda riscada, ele n\u00e3o toca essa m\u00fasica, virou um disco raro hoje. A primeira edi\u00e7\u00e3o do disco <em>Transa,<\/em> do Caetano Veloso, \u00e9 um objeto, \u00e9 uma capa tripla que voc\u00ea encaixa e vira uma escultura. \u00c9 superinteressante, porque tem toda a visualidade daquela \u00e9poca, do objeto, algo escult\u00f3rico. Parece um <em>Bicho<\/em> da Lygia Clark, aquela coisa escult\u00f3rica em que voc\u00ea mexe, que voc\u00ea manipula. \u00c9 muito interessante isso. E, por conta disso, em uma institui\u00e7\u00e3o, quando tem um fluxo de visita\u00e7\u00e3o, precisa ter uma orienta\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o os discos seriam destru\u00eddos em um m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"3322\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista-2.jpg-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3322\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista-2.jpg-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista-2.jpg-300x200.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista-2.jpg-768x512.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista-2.jpg.avif 1135w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"3320\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista.jpg-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3320\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista.jpg-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista.jpg-300x200.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista.jpg-768x512.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista.jpg.avif 1135w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\">Bras\u00edlia, 2018<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E, pensando nessa din\u00e2mica de galeria e museu, eu queria falar um pouco sobre a obra <em>Bras\u00edlia<\/em>. Quando vi as fotos, eu pensei que ela estivesse em uma institui\u00e7\u00e3o, mas descobri que ela foi apresentada numa feira de arte.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho <em>Bras\u00edlia<\/em> partiu de um convite para apresentar um solo na SP-Arte. O meu trabalho sempre teve uma quest\u00e3o muito experimental. Muita a\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o p\u00fablico, trabalhos ef\u00eameros. Nunca teve uma coisa t\u00e3o do objeto, essa coisa em escala menor. Por exemplo, quando eu fui selecionado pelo Centro Cultural S\u00e3o Paulo para apresentar uma temporada de projetos individuais da \u00e9poca, eu fui estudar o lugar, a hist\u00f3ria e o contexto do Centro Cultural S\u00e3o Paulo. Nas pesquisas, descobri que ali passava o c\u00f3rrego do Itoror\u00f3, que foi canalizado e deu espa\u00e7o \u00e0 Avenida 23 de maio, uma das regi\u00f5es mais urbanas de S\u00e3o Paulo. A partir dali, eu pensei dois trabalhos novos, o <em>Miragem<\/em> (2009) e o <em>O\u00e1sis (2009)<\/em>. O <em>O\u00e1sis<\/em>, por exemplo, foi transformar a \u00e1rea da cobertura do Centro Cultural S\u00e3o Paulo, que era fechada, numa esp\u00e9cie de uma praia artificial. Tinha um jardim na cobertura do Centro Cultural S\u00e3o Paulo que foi criado para ser um jardim de esculturas, mas na \u00e9poca n\u00e3o deu muito certo. Para ter acesso, era necess\u00e1rio passar por uma porta de vidro fechada. E, quando eu estava conhecendo o espa\u00e7o, eu vi aquela foto e pensei: \u201cPosso ver o que tem a\u00ed?\u201d Quando eu entrei no jardim, eu pensei: \u201cIsso aqui, para mim, \u00e9 uma praia artificial praticamente. Olha esse barulho de carro passando, parece uma onda do mar\u201d. O trabalho virou um conjunto de cadeiras, ombrelones, guarda-s\u00f3is, esteiras, dando um uso para aquele espa\u00e7o, que antes era um espa\u00e7o fechado e morto numa institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica. A partir daquele dia, o povo ocupou aquilo de uma forma fant\u00e1stica. Todo dia estava lotado de gente lendo livro. O pessoal que trabalha no Centro Cultural S\u00e3o Paulo ainda fala que se lembra de mim. Eles falam que, depois de almo\u00e7ar, eles iam para a cobertura, ficar deitado na escada, na espregui\u00e7adeira descansando, antes de voltar para trabalhar. Pessoas que moravam em apartamentos kitnet na Rua Vergueiro iam para l\u00e1 para descansar, passar o tempo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" data-id=\"3327\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_fonte-site-do-artista-2.jpg-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3327\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_fonte-site-do-artista-2.jpg-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_fonte-site-do-artista-2.jpg-300x199.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_fonte-site-do-artista-2.jpg-768x510.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_fonte-site-do-artista-2.jpg.avif 1140w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" data-id=\"3325\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_-fonte-site-do-artista.jpg-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3325\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_-fonte-site-do-artista.jpg-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_-fonte-site-do-artista.jpg-300x199.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_-fonte-site-do-artista.jpg-768x510.jpg 768w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_-fonte-site-do-artista.jpg.avif 1140w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\">O\u00e1sis, 2009<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ele continua aberto at\u00e9 hoje?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Continua. N\u00e3o tem mais as cadeiras de praia, os ombrelones. At\u00e9 hoje, as pessoas podem frequentar o espa\u00e7o. Quando fui convidado para pensar um projeto para o solo da SP-Arte, me remeteu muito a essa \u00e9poca, a esse momento do Centro Cultural. De novo, um espa\u00e7o de cinco metros quadrados, o que fazer ali? Vou levar o qu\u00ea? Que escultura? Que pintura? Pesquisando sobre a hist\u00f3ria da Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo, eu vi que, em alguns momentos, aconteceram feiras de autom\u00f3veis naquele espa\u00e7o. Uma feira de autom\u00f3vel, agora \u00e9 uma feira de arte. Ent\u00e3o veio a ideia de pensar uma met\u00e1fora do pa\u00eds atrav\u00e9s do carro Bras\u00edlia, transformando aquele estande de um solo de uma feira de arte numa feira de um sal\u00e3o de autom\u00f3veis. E arrumar uma Bras\u00edlia completamente arrebentada, num ferro velho, como met\u00e1fora de um pa\u00eds que est\u00e1 desgastado, que est\u00e1 falido. A ideia foi transformar aquilo em instala\u00e7\u00e3o, com a Bras\u00edlia rodando numa plataforma girat\u00f3ria.<strong> <\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wonderpluginaudio\" id=\"wonderpluginaudio-76\" data-audioplayerid=\"76\" data-width=\"24\" data-height=\"600\" data-skin=\"button24\" data-progressinbar=\"true\" data-showinfo=\"false\" data-showimage=\"false\" data-autoplay=\"false\" data-random=\"false\" data-autoresize=\"false\" data-responsive=\"false\" data-showtracklist=\"false\" data-tracklistscroll=\"true\" data-showprogress=\"false\" data-showprevnext=\"false\" data-showloop=\"false\" data-stopotherplayers=\"true\" data-preloadaudio=\"true\" data-noncontinous=\"false\" data-showtracklistsearch=\"false\" data-saveposincookie=\"false\" data-wptracklist=\"false\" data-removeinlinecss=\"true\" data-enabletabindex=\"false\" data-showtime=\"false\" data-showvolume=\"false\" data-showvolumebar=\"true\" data-showliveplayedlist=\"false\" data-stoponpausebutton=\"false\" data-reloadstream=\"false\" data-playpausefontcircle=\"true\" data-prevnextfontcircle=\"true\" data-showtitleinbar=\"false\" data-showloading=\"false\" data-enablega=\"false\" data-titleinbarscroll=\"true\" data-donotinit=\"false\" data-addinitscript=\"false\" data-imagewidth=\"100\" data-imageheight=\"100\" data-loop=\"1\" data-tracklistitem=\"10\" data-titleinbarwidth=\"80\" data-gatrackingid=\"\" data-ga4account=\"\" data-playbackrate=\"1\" data-playpauseimage=\"playpause-24-24-2.png\" data-playpauseimagewidth=\"24\" data-playpauseimageheight=\"24\" data-cookiehours=\"240\" data-prevnextimage=\"prevnext-24-24-0.png\" data-prevnextimagewidth=\"24\" data-prevnextimageheight=\"24\" data-volumeimage=\"volume-24-24-0.png\" data-volumeimagewidth=\"24\" data-volumeimageheight=\"24\" data-liveupdateinterval=\"10000\" data-maxplayedlist=\"8\" data-playedlisttitle=\"Last Tracks Played\" data-loopimage=\"loop-24-24-0.png\" data-loopimagewidth=\"24\" data-loopimageheight=\"24\" data-playpausefontwidth=\"32\" data-playpausefontheight=\"32\" data-playpausefontsize=\"12\" data-playpausefontradius=\"0\" data-playpausefontcolor=\"#fff\" data-playpausefontbgcolor=\"#333\" data-playpausefonthovercolor=\"#fff\" data-playpausefonthoverbgcolor=\"#555\" data-prevnextfontwidth=\"32\" data-prevnextfontheight=\"32\" data-prevnextfontsize=\"12\" data-prevnextfontradius=\"0\" data-prevnextfontcolor=\"#fff\" data-prevnextfontbgcolor=\"#333\" data-prevnextfonthovercolor=\"#fff\" data-prevnextfonthoverbgcolor=\"#555\" data-infoformat=\"&lt;div class=&#039;amazingaudioplayer-info-title&#039;&gt;%ARTIST% %ALBUM%&lt;\/div&gt;\n&lt;div class=&#039;amazingaudioplayer-info-description&#039;&gt;%INFO%&lt;\/div&gt;\" data-tracklistscroll=\"false\" data-jsfolder=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/plugins\/wonderplugin-audio\/engine\/\" style=\"display:block;position:relative;margin:0 auto;width:24px;height:auto;\"><ul class=\"amazingaudioplayer-audios\" style=\"display:none;\"><li data-artist=\"\" data-title=\"Bruno Faria_audio 1-esv1-70p\" data-album=\"\" data-info=\"&quot;Bruno Faria_audio 1-esv1-70p&quot;.\" data-image=\"https:\/\/art100.in\/wp-includes\/images\/media\/audio.svg\" data-duration=\"53\"><div class=\"amazingaudioplayer-source\" data-src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Bruno-Faria_audio-1-esv1-70p.wav\" data-type=\"audio\/mpeg\" ><\/div><\/li><\/ul><\/div><script>function wonderaudio_76_appendcss(csscode) {var head=document.head || document.getElementsByTagName(\"head\")[0];var style=document.createElement(\"style\");head.appendChild(style);style.type=\"text\/css\";if (style.styleSheet){style.styleSheet.cssText=csscode;} else {style.appendChild(document.createTextNode(csscode));}};wonderaudio_76_appendcss(\"#wonderpluginaudio-76 { \tbox-sizing: content-box; 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Essa revista fecha todo o sentido da obra, porque a propaganda \u00e9: \u201cChegou o carro Bras\u00edlia, o novo carro para o brasileiro, o carro Volkswagen, o carro com linhas curvas, linhas modernas, avan\u00e7o, modernidade\u201d. Todo o texto da propaganda est\u00e1 falando sobre carro. Mas, se voc\u00ea tira \u201ccarro\u201d e coloca \u201ccidade\u201d, o an\u00fancio est\u00e1 falando sobre uma cidade ut\u00f3pica, um projeto moderno ut\u00f3pico, que teve quest\u00f5es que faliram. A propaganda \u00e9 muito interessante, d\u00e1 um fechamento sobre essa met\u00e1fora do que \u00e9 o carro Bras\u00edlia e o que \u00e9 o pa\u00eds Brasil.<\/strong> E a obra apresentada naquele contexto foi um sucesso tremendo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O contexto traz essa nova dimens\u00e3o ao trabalho. Tem um impacto ver aquilo pela primeira vez numa feira de arte. Em uma institui\u00e7\u00e3o, a din\u00e2mica entre o p\u00fablico e a obra muda.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Total. Aquele foi o momento, quando a gente estava num contexto delicad\u00edssimo. Esse \u00e9 um ponto. Mostrar a obra na Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo foi importante tamb\u00e9m, porque foi retomar a ideia de que aquele lugar j\u00e1 teve feiras de autom\u00f3veis. Apresent\u00e1-la em uma feira, em um lugar em que est\u00e1 todo mundo vendendo um objeto de arte, aquilo foi at\u00e9 uma forma de cr\u00edtica institucional. Claro, a pot\u00eancia maior para mim \u00e9 o trabalho ocorrer naquela feira, mas essa obra pode ser apresentada em outro momento, em outro lugar, num museu, numa galeria. Mas eu acho que, para isso, tem que retomar a contextualiza\u00e7\u00e3o de que essa obra foi primeiramente apresentada na feira. \u00c9 importante contextualizar esse primeiro momento, porque \u00e9 um momento que foi pensado conceitualmente, se a gente for falar em <em>site-specific<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1009\" height=\"757\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/miragem_fonte-site-do-artista.jpg.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-3329\" style=\"width:1100px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/miragem_fonte-site-do-artista.jpg.avif 1009w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/miragem_fonte-site-do-artista.jpg-300x225.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/miragem_fonte-site-do-artista.jpg-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1009px) 100vw, 1009px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Miragem, 2009<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A galeria respondeu bem \u00e0 proposta?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Eles adoraram, para eles foi um momento muito importante. Era uma galeria de Belo Horizonte que estava come\u00e7ando e queria ter uma inser\u00e7\u00e3o no circuito em S\u00e3o Paulo e no Rio. E eles queriam fazer um solo n\u00e3o para vender, at\u00e9 por isso me procuraram. Eles sabiam que eu tenho um perfil mais institucional e n\u00e3o queriam levar um solo para vender, mas para chamar aten\u00e7\u00e3o e agitar o nome da galeria. Foi perfeito, porque chamou muita aten\u00e7\u00e3o: mat\u00e9rias de jornal, revista, emissoras de TV. Eu fiquei passado, um trabalho que falava de uma forma cr\u00edtica sobre o pa\u00eds, sobre o contexto pol\u00edtico, saiu em mat\u00e9ria na TV Senado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ainda pensando nessa cr\u00edtica ao Estado, eu queria falar de uma escultura que \u00e9 bem diferente de <em>Bras\u00edlia<\/em>, que \u00e9 <em>Falha<\/em>, de 2020.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Como eu falei, eu vou coletando objetos que vou reconfigurar, um processo bem <em>ready-made<\/em>. Quando eu vi o copo, achei lindo, com esse <em>slogan<\/em> sobre Bras\u00edlia,&nbsp; a tipografia, a paisagem, a arquitetura. Eu comprei o copo e fiquei convivendo com ele, pensando um trabalho. A\u00ed veio a ideia de fazer um microfuro nele. Torn\u00e1-lo um copo com problema, na verdade. Uma met\u00e1fora, mais uma vez, de um pa\u00eds que falhou. Para n\u00e3o furar e rachar e quebrar o copo inteiro, fazendo um furo impercept\u00edvel, eu falei com um dentista, que teve que produzir uma broca espec\u00edfica e min\u00fascula. Foi um trabalho minucioso para conseguir fazer esse furo. O copo com \u00e1gua \u00e9 apresentado numa prateleira, e a \u00e1gua caindo, escorrendo, vazando. Um problema que est\u00e1 no copo, \u00e9 uma met\u00e1fora de um Brasil e um problema para a institui\u00e7\u00e3o que est\u00e1 expondo aquilo, porque eles t\u00eam que enxugar a \u00e1gua e colocar mais \u00e1gua. Ent\u00e3o, \u00e9 um trabalho que parece uma performance, tem um ciclo que n\u00e3o para durante a exposi\u00e7\u00e3o. Igual enxugar gelo, \u00e9 igual ao pa\u00eds. Uma vez, esse copo foi apresentado na galeria e chegou uma colecionadora de S\u00e3o Paulo que gostou muito do trabalho, mas ela disse que achou complicado compr\u00e1-lo para colocar em casa, porque teria que contratar uma funcion\u00e1ria espec\u00edfica para ficar limpando a \u00e1gua. Mas \u00e9 super curioso isso, o trabalho \u00e9 um problema mesmo. Isso que \u00e9 interessante, ele n\u00e3o \u00e9 um elemento decorativo, ele \u00e9 um problema, ele \u00e9 o Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1009\" height=\"757\" data-id=\"3336\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/falha_fonte-site-do-artista-2.jpg.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-3336\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/falha_fonte-site-do-artista-2.jpg.avif 1009w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/falha_fonte-site-do-artista-2.jpg-300x225.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/falha_fonte-site-do-artista-2.jpg-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1009px) 100vw, 1009px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"568\" height=\"757\" data-id=\"3334\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/falha_fonte-site-do-artista.jpg.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-3334\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/falha_fonte-site-do-artista.jpg.avif 568w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/falha_fonte-site-do-artista.jpg-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 568px) 100vw, 568px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\">Falha, 2020<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para fechar, eu queria pedir para voc\u00ea falar sobre a obra <em>Letreiro objetivo,<\/em> de 2014.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Eu ganhei um pr\u00eamio da Funarte para fazer uma exposi\u00e7\u00e3o na Sala Nordeste, em Recife. Todos os trabalhos partiam de uma pesquisa sobre o cinema IP, um antigo cinema de arte de Recife que, no per\u00edodo da ditadura, era uma zona neutra. As pessoas \u2013 muitos intelectuais, pessoas da cultura \u2013 iam para l\u00e1 para se proteger da ditadura. E esse cinema era nos tr\u00eas \u00faltimos andares do edif\u00edcio AIP, que \u00e9 a Associa\u00e7\u00e3o da Imprensa de Pernambuco. Um pr\u00e9dio modernista bel\u00edssimo, um dos mais importantes de Recife, com projeto arquitet\u00f4nico do Delfim Amorim. Desde a \u00e9poca dessa exposi\u00e7\u00e3o, o edif\u00edcio est\u00e1 muito abandonado. Pesquisando sobre a hist\u00f3ria do edif\u00edcio e vendo que ele tinha um cinema, um cinema que eu frequentei, inclusive, quando eu era crian\u00e7a, eu pensei sobre o fim de algo, o fim de um pensamento, de uma ideia, de um projeto. A\u00ed me veio, obviamente, o <em>slogan<\/em> <em>The End<\/em>, que aparece quando o filme acaba. A ideia foi retomar n\u00e3o s\u00f3 que ali existia um cinema, mas um fim de um pr\u00e9dio, um fim de um momento importante, de um abandono em uma cidade. A proposta foi construir um grande letreiro em neon, com 12 metros, e coloc\u00e1-lo no topo do edif\u00edcio, anunciando isso. Ent\u00e3o, era muito interessante que, ao cair a noite, o neon acendia e anunciava esse fim. De v\u00e1rios pontos no entorno do edif\u00edcio as pessoas viam aquele <em>The End<\/em>, e de lugares muito longe tamb\u00e9m. E tem uma coisa da escala que \u00e9 muito importante, porque ali eu trabalhei a escala da cidade. N\u00e3o era um neon feito para uma foto, pensado de uma forma pequena, mas na escala da cidade mesmo. E, por ser no topo do pr\u00e9dio, ningu\u00e9m sabia o que era aquilo. Para mim, \u00e9 um ponto muito importante e muito interessante do trabalho. Muitas vezes eu fui ali perto para ficar vendo a rea\u00e7\u00e3o das pessoas, que \u00e9 uma coisa de que eu gosto muito. E era maravilhoso. As pessoas, andando na rua, falavam: \u201c\u00c9 coisa pol\u00edtica\u201d, \u201c\u00c9 propaganda\u201d, \u201c\u00c9 alguma coisa que vai lan\u00e7ar a\u00ed\u201d, \u201c\u00c9 o fim mesmo, \u00e9 o mundo que t\u00e1 se acabando\u201d. \u00c9 muito maravilhoso porque \u00e9 o transeunte, \u00e9 a pessoa que, na maioria das vezes, n\u00e3o tem a menor rela\u00e7\u00e3o com a arte contempor\u00e2nea, mas \u00e9 a sensibilidade no grau m\u00e1ximo. A gente est\u00e1 no circuito de arte, na esfera da arte, mas, \u00e0s vezes, \u00e9 meio decepcionante. As pessoas v\u00e3o para exposi\u00e7\u00f5es de arte e nem olham direito o trabalho, elas nem se permitem a frui\u00e7\u00e3o do trabalho de arte. \u00c0s vezes, muitas pessoas, curadores mesmo, chegam para exposi\u00e7\u00f5es para cumprir um <em>checklist<\/em>. Ali na rua, n\u00e3o. \u00c9 a pessoa que n\u00e3o tem nada a ver com a arte. Muito pr\u00f3ximo tamb\u00e9m dos trabalhos que eu apresentei no Centro Cultural S\u00e3o Paulo. Eu lembro que, na \u00e9poca, a curadora, Fernanda Albuquerque, falou para colocarmos placa de identifica\u00e7\u00e3o na obra. A\u00ed eu disse: \u201cVamos botar n\u00e3o. Deixa ningu\u00e9m saber se isso \u00e9 arte ou n\u00e3o, deixa a coisa acontecer\u201d. E foi maravilhoso, porque n\u00e3o tinha placa, n\u00e3o tinha nome do artista. Quando eu apresentei o <em>O\u00e1sis<\/em> no Centro Cultural S\u00e3o Paulo, tamb\u00e9m apresentei o <em>Miragem<\/em>, que foi uma escultura sonora na sa\u00edda do metr\u00f4 Vergueiro. Era um t\u00f3tem com tr\u00eas alto-falantes do qual sa\u00edam mensagens para banhistas. Por exemplo: \u201cAten\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o, caso a correnteza esteja de tal lado para lado, procure voltar para a praia\u201d, \u201cCaso voc\u00ea ingira bebida alco\u00f3lica, n\u00e3o entre no mar\u201d. E isso em v\u00e1rias l\u00ednguas: portugu\u00eas, ingl\u00eas, espanhol, alem\u00e3o, franc\u00eas e chin\u00eas. Era muito interessante, porque as pessoas criavam a imagem da praia na cabe\u00e7a. Ent\u00e3o, o trabalho partia de uma ideia bem semi\u00f3tica, de voc\u00ea criar a paisagem atrav\u00e9s da paisagem sonora que voc\u00ea ouvia falando sobre mar, sobre praia. Sendo que ningu\u00e9m sabia que aquilo era um trabalho de arte. Naquele momento, eu estava inserido num contexto de um programa de exposi\u00e7\u00f5es, numa institui\u00e7\u00e3o, algumas pessoas iam para ver a obra, viam exposi\u00e7\u00f5es, mas muitas nem sabiam que aquilo era uma obra de arte. Isso para mim importa muito. Momentos silenciosos de algumas obras, que, para mim, pegam o p\u00fablico de outra forma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Letreiro Objetivo - bruno faria 2014 (registro em v\u00eddeo da interven\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/97865698?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"1300\" height=\"731\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\"><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Letreiro Objetivo, 2014 | Video 2\u201946\u2019<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Entrevista realizada em 30 de Julho de 2024 remotamente via Zoom.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-fullwidth is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-4 is-cropped has-lightbox wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" data-id=\"3339\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/lembranc-as-de-paisagem-brasil_-fonte-galeria-marilia-razuk.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-3339\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/lembranc-as-de-paisagem-brasil_-fonte-galeria-marilia-razuk.webp 1200w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/lembranc-as-de-paisagem-brasil_-fonte-galeria-marilia-razuk-300x200.webp 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/lembranc-as-de-paisagem-brasil_-fonte-galeria-marilia-razuk-1024x683.webp 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/lembranc-as-de-paisagem-brasil_-fonte-galeria-marilia-razuk-768x512.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lembran\u00e7as de Paisagem<br>Gravura\/Pintura<br>2016<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1136\" height=\"757\" data-id=\"3313\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista.jpeg.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-3313\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista.jpeg.avif 1136w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista.jpeg-300x200.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista.jpeg-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Introducao-a-histortia_fonte-site-do-artista.jpeg-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1136px) 100vw, 1136px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Hist\u00f3ria da Arte Brasileira <br>Instala\u00e7\u00e3o<br>1960\/90 (2015)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1135\" height=\"757\" data-id=\"3322\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista-2.jpg.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-3322\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista-2.jpg.avif 1135w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista-2.jpg-300x200.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista-2.jpg-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Brasilia_fonte-site-do-artista-2.jpg-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1135px) 100vw, 1135px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bras\u00edlia<br>Instala\u00e7\u00e3o<br>2018<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1140\" height=\"757\" data-id=\"3327\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_fonte-site-do-artista-2.jpg.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-3327\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_fonte-site-do-artista-2.jpg.avif 1140w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_fonte-site-do-artista-2.jpg-300x199.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_fonte-site-do-artista-2.jpg-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/oasis_fonte-site-do-artista-2.jpg-768x510.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O\u00e1sis<br>Interven\u00e7\u00e3o<br>2009<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1009\" height=\"757\" data-id=\"3329\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/miragem_fonte-site-do-artista.jpg.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-3329\" srcset=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/miragem_fonte-site-do-artista.jpg.avif 1009w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/miragem_fonte-site-do-artista.jpg-300x225.jpg 300w, https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/miragem_fonte-site-do-artista.jpg-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1009px) 100vw, 1009px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Miragem<br>Interven\u00e7\u00e3o <br>2009<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"568\" height=\"757\" data-id=\"3334\" src=\"https:\/\/art100.in\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/falha_fonte-site-do-artista.jpg.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-3334\" 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